A renda de bilros, com fios minuciosamente cruzados e entrelaçados, é considerada um símbolo do património têxtil português, tradição que ganhou força em Portugal a partir do século XVI, trazida por influências europeias.
Reconhecida principalmente nas zonas costeiras, como Peniche e Vila do Conde, é uma técnica magistral e memória viva de gerações. Sustenta identidades locais e vai resistindo ao passar do tempo, caracterizada por ser uma arte que mistura que exige paciência, concentração e paixão.
Em Sesimbra, há uma artesã, Francisca Batista, resistente à passagem do tempo e que ajuda a manter viva a tradição. Mais do que isso, pretende transmitir os conhecimentos que adquiriu aos 4 anos a todos os interessados em aprender renda de bilros.
Agora, aos 92, “ainda tem genica para ensinar esta arte”, informa a Câmara Municipal de Sesimbra, todas às terças-feiras, às 14h30, no Centro Cultural Costeiro, em Sesimbra.
Dinamizada pelo Museu de Sesimbra, a oficina “Entre Linhas e Tradições” tem como principal objetivo “valorizar a arte das rendas enquanto património cultural imaterial”.

