Quinta-feira, 16 Abril 2026
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Expressão setubalense “Peixe Pó Gato” é ponto de partida para espetáculo

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Fome, pobreza e “o absurdo da sua persistência num mundo em constante sobreprodução”, é o foco do espetáculo itinerante “Peixe Pó Gato” que estreia este fim de semana, 18 e 19 de abril, em vários locais da cidade de Setúbal.

Com direção artística de Leonardo Silva, que constrói a composição do texto juntamente com Patrícia Paixão, a performance artística, centrado na cidade sadina, “tem como mote a memória local da expressão ‘Peixe Pó Gato’ que era usada para pedir peixe no mercado como forma envergonhada de esconder a fome e pobreza”, explica a Câmara Municipal de Setúbal em comunicado.

A iniciativa assenta numa investigação histórica, com “recolha de história oral e testemunhos atuais de pessoas que vivem em situação de carestia e de voluntários que trabalham na primeira linha do combate à exclusão”.

O espetáculo tem início no Largo da Misericórdia, às 17 horas, seguindo pela Rua de Arronches Junqueiro, até ao espaço A Gráfica — Centro de Criação Artística, “num percurso performático que convida o público a refletir sobre a desigualdade, privação, atos de resistência e dignidade humana ao longo da história de Setúbal”.

A composição musical é de João Mota (Et toi Michel) e Tozé Bexiga (Raia) que se juntam na Interpretação a Carlos Pereira, Gonçalo Poeiras, Graziela Dias, Inês Oliveira, Sara Túbio Costa, Vozes da União e Banda da Capricho Setubalense.

O projeto contempla uma exposição a inaugurar no dia 9 de maio, às 16 horas, no espaço A Gráfica, ficando patente até 6 de junho, mês onde está prevista a edição de um livro “com a dramaturgia e investigação realizada para a conceção do projeto”.

“Peixe Pó Gato” é um projeto da Dar Cor à Vida em parceria com o Teatro Estúdio Fontenova, com financiamento pela DGArtes e pela Câmara Municipal de Setúbal.

A iniciativa conta com os apoios da União das Freguesias de Setúbal, União Setubalense, Sociedade Musical Capricho Setubalense, Faísca Voadora, História, Territórios e Comunidades — HTC (NOVA FCSH), Instituto de História Contemporânea — IHC (NOVA FCSH), UNIDCOM/IADE, EAPN Setúbal, Centro de Apoio Sem Abrigo de Setúbal e Centro Paroquial D. Manuel Martins.

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