A resposta direta à escassez de profissionais e à instabilidade, registada nos serviços de saúde pública, está prestes a chegar à Península de Setúbal, com a abertura de dois polos, ambos focados na urgência centralizada de âmbito regional de ginecologia e obstetrícia, no dia 15 de abril.
O modelo terá como sede o Hospital Garcia de Orta, da Unidade Local de Saúde (ULS) de Almada-Seixal, em Almada. Já o polo secundário será o Hospital de São Bernardo, da ULS da Arrábida.
Este, irá garantir a urgência de ginecologia e obstetrícia à população de Setúbal, Alcácer do Sal, Grândola, Palmela, Santiago do Cacém, Sesimbra e Sines, com funcionamento predominantemente assegurado por equipas da ULS da Arrábida.
Por outro lado, a maternidade do Hospital de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, mantém-se em funcionamento, uma vez que a centralização incide apenas sobre o serviço de urgência.
Para a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, esta urgência externa centralizada “traz mais segurança e mais previsibilidade” às grávidas e aos bebés. Neste sentido, a ministra “reconhece os constrangimentos” registados entre 2024 e 2025, ao revelar que os dias de encerramento, ao serem acumulados, “totalizam o equivalente a um ano”.
O Protocolo de Cooperação para a operacionalização da urgência centralizada na região foi assinado, no dia 25 de março, pelo diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Álvaro Almeida, e os presidentes dos Conselhos de Administração das ULS de Almada-Seixal, do Arco Ribeirinho, e da Arrábida.
Todo o projeto tem como objetivo, segundo o Governo, garantir uma “maior segurança clínica e previsibilidade no acesso” a estes serviços, ao encaminhar as utentes para unidades previamente definidas e com “equipas multidisciplinares completas”. Reduzindo, assim, a ansiedade das famílias e o risco clínico para as mães e para os bebés.

