“Cruza teatro e música, inspirando-se na cultura de São Tomé e Príncipe e acompanhando a figura de Xerazade num registo que combina humor, estranheza e reflexão”. Este é o mote da nova produção do Teatro O Bando, “1001 Noites — Irmã Santomense”, apresentada a 8 de maio, em Palmela, junto ao Cine-Teatro São João.
A performance ao ar livre, ainda a câmara municipal em comunicado, com dramaturgia e encenação de Miguel Jesus, está integrada nas comemorações dos 50 Anos da Constituição da República Portuguesa e do Poder Local Democrático, e é um dos focos do calendário da companhia em maio.
Em cena na vila até 31 de maio, às sextas, sábados e domingos, às 21h horas, segue para apresentação a 5 e 6 de junho na SIM — Sociedade de Instrução Musical, na Quinta do Anjo, e em 12 e 13 de junho, no Edifício Santa Rosa, em Pinhal Novo.
O Bando realiza o tradicional almoço comunitário do primeiro sábado, marcado para dia 2, às 13 horas, na sede da companhia, em Vale de Barris, sendo que, este ano, é concretizado em homenagem a Fátima do Santos, membro da companhia recentemente falecida. A contribuição insere-se num modelo participativo, com o valor da refeição a corresponder à divisão das despesas pelos participantes, mediante reserva prévia.
No plano formativo, o Bando dá continuidade ao curso “Consciência do Ator em Cena”, com módulos agendados para maio. Está em preparação uma residência artística, a decorrer entre 28 de junho e 26 de julho. A formação inclui componentes práticas e teóricas, alojamento e certificação, contando também com o apoio da Fundação GDA — Gestão dos Direitos dos Artistas, que atribui bolsas a participantes.
Uma referência cultural no concelho
“Com mais de cinco décadas de atividade, o Teatro O Bando mantém uma presença consolidada no concelho de Palmela, onde desenvolve um projeto artístico de ligação ao território e às comunidades locais, afirmando-se como uma referência no panorama teatral português, particularmente no cruzamento entre criação contemporânea e práticas comunitárias”, adiciona o Município.
A Câmara Municipal de Palmela e o grupo “mantêm uma colaboração cultural de longa data, baseada no apoio institucional, logístico e financeiro concedido pela autarquia ao desenvolvimento artístico local”, assinala a mesma nota.
A companhia integra a lista de entidades beneficiárias da consignação de IRS para a cultura. Os contribuintes podem, assim, destinar 1% do seu imposto ao Teatro O Bando, sem custos adicionais, através da indicação do respetivo NIF no Modelo 3, “contribuindo para o financiamento da sua atividade artística”.


