Foi durante a reunião pública do executivo da Câmara Municipal de Setúbal, que decorreu no dia 15 de abril, pelas 16h30, que a vereadora Ana Carvalho alega ter ouvido ameaças, em off, por parte da bancada do Chega.
Edgar Jesus é o autarca acusado de dizer que os quatro vereadores socialistas “juntos, não valem um” e que os “rebentava todos lá fora”. Segundo o que Ana Carvalho adiantou ao Revela Arrábida, a frase foi dita “com o microfone desligado” e que o próprio “repetiu a ameaça uma segunda vez”.
Perante esta acusação, o Chega, contactado pelo Revela Arrábida, menciona que Edgar Jesus “reconhece que se excedeu”, relativamente a algumas da palavras que foram proferidas, tendo, logo de seguida, “pedido desculpa” pelo facto.
“Importa, porém, não ignorar o contexto político em que este episódio ocorreu. O Chega, os seus eleitores, autarcas e dirigentes têm sido, reiteradamente, alvo de adjetivações e ataques inaceitáveis por parte da esquerda, sendo recorrentemente apelidados de ‘extrema-direita’, ‘fascistas’, ‘racistas’, ‘xenófobos’ e até ‘mentecaptos’, num clima de permanente hostilidade verbal e intolerância política”, menciona o partido ao Revela Arrábida.
“Acresce que ainda recentemente veio a público o caso de um militante do PS que terá arremessado um cocktail molotov contra a Marcha pela Vida, facto particularmente grave e revelador de que a escalada de intolerância e violência não pode ser relativizada nem tratada com critérios variáveis”, acrescenta o partido.
Por outro lado, Fernando José, líder da bancada socialista, afirma não ter ouvido as declarações, mas diz que “vai apurar” o sucedido.
“Vamos até aos limites. É demasiado grave aquilo que aconteceu. Isto não pode continuar. Uma coisa é elevarmos a voz em discordâncias, outra é ofensa e ameaça. Não iremos aceitar. Tem de haver consequências e não se pode voltar a repetir”, realça o líder da bancada.

