Terça-feira, 21 Abril 2026
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Protocolo assinado: avança estudo sobre rochedo em perigo de queda na Arrábida

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A presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, revelou durante a reunião pública do executivo, de 23 de janeiro, a assinatura de um protocolo com o Ministério do Ambiente, a Secil, o ICNF e a APA, para o estudo e resolução do problema que envolve um rochedo em perigo de queda na Arrábida, que mantém um acesso condicionado às praias há três anos.

“Estabelecemos o necessário diálogo com o Ministério do Ambiente, a Secil, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e a Agência Portuguesa do Ambiente e procurámos a concertação entre as partes, ultrapassando algumas perspetivas e opiniões que divergiam. Definimos o objetivo de fazer avançar o processo antes do final do ano e esse objetivo foi conseguido”, diz a presidente.

A primeira fase do protocolo engloba um estudo geológico e geotécnico, onde se fará um diagnóstico sobre a situação e se poderão averiguar as soluções possíveis para o tema. Já a segunda fase, inclui um projeto de execução, em função das soluções que a equipa técnica venha a definir.

“É preciso ter presente que este é um processo muito complexo, que exige avaliação demorada e em áreas de engenharia nas quais existem poucos especialistas. O que assumo, em nome da Câmara Municipal, é que não deixaremos nunca o processo parar”, refere.

A edil aproveitou o discurso para tecer críticas ao anterior mandato da CDU (2021-2025), destacando a “inércia” na resolução do problema, ao acusar a antiga gestão de “deixar de responder” ao Ministério do Ambiente sobre o assunto.

Perante estas declarações, o vereador da CDU, Nuno Costa disse que, no anterior mandato, foram “enviados vários emails” para que as entidades assinassem o protocolo. “Ninguém quis assumir responsabilidades. Juntar as entidades à mesa para que elas assumissem as suas responsabilidades foi a parte difícil. Não terem recebido o protocolo é falso”, acrescenta.

Além disso, o vereador garantiu que a CDU fez “todos os esforços” e tratou de “tudo o que tinha a tratar” nos últimos três anos, em que a queda do rochedo é iminente.

Desde fevereiro de 2023 que o troço entre a praia da Figueirinha e a Galapos se encontra fechado a circulação rodoviária e pedonal, já que um rochedo com cerca de mil toneladas pode cair a qualquer momento. Até o problema ser resolvido, o troço vai continuar encerrado à população.

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