A prestação de contas, relativa ao exercício da Câmara Municipal de Setúbal em 2025, foi posta a aprovação pelo executivo camarário, na reunião pública de 1 de abril, pelas 16h30, nos Paços do Concelho.
O documento foi aprovado com votos favoráveis do movimento independente Setúbal de Volta e CDU, voto contra do Partido Socialista e abstenção do Chega, pelo que, agora, será submetido a assembleia municipal.
Neste documento, é possível analisar que a autarquia totalizou 169 milhões de euros da execução orçamental, ou seja, cerca de 54%. Este valor representa um aumento face ao ano de 2024.
É possível observar ainda que existiu um crescimento da receita fiscal, com destaque para os impostos diretos, bem como uma evolução positiva da receita de capital, em particular ao nível dos empréstimos.
A receita não foi a única a subir, já que a despesa ascendeu os 148 milhões de euros, mais 30 milhões que no ano anterior, o que se traduz num acréscimo de 26%. Neste caso, 22 milhões na execução de investimentos e mais 7 milhões em gastos com pessoal e aquisição de bens e serviços.
Rendimentos totalizaram 129 milhões de euros, o que, segundo o documento, “evidencia um crescimento de 13%”. Os gastos rondaram os 130 milhões de euros, pelo que se observa uma “uma ligeira redução”, na ordem dos 0,87%.
“O resultado operacional apresentou uma evolução de 15 milhões, 667 mil e 112,53 euros negativos em 2024 para 2 milhões, 328 mil e 646,67 euros positivos em 2025, embora o resultado líquido do período seja de 1 milhão, 880 mil e 877,03 euros negativo”, expressa o documento aprovado.
A Prestação de Contas 2025 aponta ainda que os indicadores económico-financeiros “evidenciam variações nos principais rácios”, nomeadamente ao “nível da autonomia financeira, solvabilidade e liquidez, mantendo-se, contudo, uma situação global de equilíbrio” financeiro.
O património líquido “manteve-se relativamente estável”, neste caso, situando-se em 294 milhões de euros. Já no que diz respeito à posição financeira, o ativo totaliza 464 milhões de euros, um aumento de 5% face a 2024, o qual foi “essencialmente impulsionado pelo ativo não corrente”.
Esta prestação de contas é apresentada num contexto institucional, decorrente da realização de eleições autárquicas e da consequente tomada de posse de um novo executivo municipal, neste caso, a passagem da CDU para o movimento independente Setúbal de Volta.

