Depois da praia do Ouro ter sido encerrada pela Delegada de Saúde de Sesimbra, no dia 14 de agosto, a autarquia pediu uma reunião urgente com a SIMARSUL, Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS) e Docapesca. Este encontro decorreu, no dia 18 de agosto, nos Paços do Concelho e confirmou as suspeitas da câmara.
Os valores analisados pela Agência Portuguesa do Ambiente, aos níveis da água, estavam alterados, devido a descargas irregulares de resíduos provenientes do Porto de Sesimbra no sistema de águas residuais.
Segundo indica a câmara sesimbrense, em comunicado, este fator “colocou em causa” o bom funcionamento da ETAR de Sesimbra e o “tratamento eficaz” das águas residuais do município. A conclusão foi apurada por trabalhos de campo, desenvolvidos nos últimos dias, por técnicos da câmara, SIMARSUL e APSS
Na reunião, a autarquia esteve representada pelo presidente, Francisco Jesus e pelo vereador do Pelouro do Saneamento, Nelson Pólvora. A SIMARSUL fez-se representar pelo presidente, José Fialho, sendo que, por parte da APSS, esteve presente o administrador, Nuno Viterbo. Já a Docapesca esteve representada pelo diretor de portos e lotas do centro sul, Afonso Pessoa. Participaram também técnicos das quatro entidades.
“Face a esta situação, para além do compromisso de melhoria a comunicação entre as entidades, para permitir uma intervenção mais rápida em caso de necessidade, ficou também definida, sobre proposta da câmara municipal, a realização de uma vistoria urgente e mapeamento da infraestrutura do sistema de águas residuais e pluviais internas do Porto de Sesimbra, envolvendo as entidades presentes na reunião e a Agência Portuguesa do Ambiente”, refere o Município.
Desta forma, as entidades querem encontrar “soluções técnicas” para que a situação “não se volte repetir”. A praia do Ouro esteve encerrada a banhos no dia 14 de agosto, mas após segunda análise às águas, o espaço balnear voltou a funcionar no dia 16 de agosto.

