O Partido Comunista Português (PCP) emitiu um comunicado, através dos canais digitais, no dia 22 de abril, onde denúncia a Câmara Municipal de Setúbal de estar a “vigiar à distância o desempenho dos trabalhadores” do Edifício Sado.
Segundo a nota emitida pelo PCP, a Comissão de Trabalhadores “não foi consultada, como obriga a lei”, sobre a instalação dos aparelhos. O partido acrescenta ainda que, com estas câmaras de vigilância, é possível “registar a assiduidade” dos funcionários.
“A célula dos trabalhadores das autarquias do PCP condena com veemência a instalação de câmaras de videovigilância num dos edifícios da Câmara Municipal de Setúbal. É manifestamente ilegal, pelo que se exige a imediata retirada daqueles equipamentos”, refere o partido.
Em declarações ao Revela Arrábida, a Câmara Municipal de Setúbal diz que “repudia a tentativa de desinformação movida pelo PCP”, ao referir que o partido tenta “criar um clima de alarme social injustificado entre os trabalhadores do Município”.
“Foram instaladas duas câmaras de segurança, focadas exclusivamente nos acessos (garagem e entrada principal), destinadas à proteção do património público. É completamente falso que o Município esteja a vigiar trabalhadores ou a controlar a assiduidade por vídeo”, diz ao Revela Arrábida.
“O projeto está em fase de instalação técnica, pelo que os equipamentos nem sequer estão a funcionar. Todos os procedimentos legais estão em curso e serão concluídos antes de qualquer entrada em funcionamento, tal como determina a Lei”, acrescenta.
A autarquia sadina remata ao referir que “não abdicará de garantir a segurança dos edifícios” públicos, ao prometer “transparência e absoluto respeito pela privacidade” dos trabalhadores municipais.
“Lamentamos que o PCP prefira o ruído à colaboração séria, mas não permitiremos que o debate político em Setúbal seja degradado por estratégias de desinformação que em nada servem os setubalenses”, finaliza a autarquia.

