Segunda-feira, 9 Março 2026
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PS “repudia” acusação de António Cachaço relativa a “tachos” na CIM

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Na sequência da crítica feita por António Cachaço, vereador do Chega na Câmara Municipal de Setúbal, a 16 de fevereiro, nas redes sociais, à eleição do secretariado executivo da CIM da Península de Setúbal, o vereador socialista Joel Marques “repudia” as palavras escritas naquela mensagem, que nomeia o PS e a CDU. 

“Esta estrutura ainda não saiu da fase de instalação e já confirma o receio do Chega. Criou-se um organismo com os votos favoráveis de PS e CDU e logo de seguida, estes mesmos partidos ocupam os lugares de direção”, pode ler-se na publicação de António Cachaço. 

“Queríamos acreditar que esta Comunidade Intermunicipal poderia trazer benefícios concretos à região e captar investimento, porém, ainda na sua constituição, já se mostra marcada por vícios de origem”, acrescenta, ilustrando o post com dois tachos ao lume, assinalados com “PS” e “CDU”.

Em resposta, no decorrer da reunião pública do executivo, realizada a 18 de fevereiro, Joel Marques recorre à ironia com sugestão de livros com o tema da gastronomia portuguesa, sendo “parte fundamental da matriz identitária enquanto povo”, acrescentando que o vereador do Chega encontrará “bons petiscos e aquela comida de tacho que nos faz lembrar os almoços de domingo na casa das nossas avós”. 

“Quero começar por dizer que a sua publicação merece o nosso total repúdio e da parte de um dos visados, com as insinuações e acusações que o senhor fez, talvez mereça mais do que isso”, enaltece o socialista, reforçando o papel “fundamental” da CIM da Península de Setúbal para o desenvolvimento territorial. 

Joel Marques afirma que  António Cachaço “gosta de repetir uns lugares comuns, mas não faz ideia do que são as competências e a importância de uma comunidade intermunicipal”, além de considerar que “qualquer um dos eleitos para o secretariado executivo da CIM tem mais experiência política, conhecimento do território da península e competência reconhecida do que toda a bancada do Chega”. 

Depois de enumerar cargos públicos, de diversos Municípios do país, alegadamente ligados a membros do Chega, o vereador do PS diz que esses exemplos “não são tachos”, mas antes “a mais gritante expressão da promiscuidade, do amiguismo e dos favorecimentos contra os quais o Chega finge levantar bandeiras”. 

Face à intervenção, António Cachaço diz responder apenas pela bancada do Chega de Setúbal, deixando no ar as questões levantadas pelo socialista e reforça a intenção de voto contra do Chega na constituição da CIM da Península de Setúbal.

Em Setúbal, a câmara municipal deliberou a criação da CIM, a 26 de novembro de 2025, com votos a favor do movimento independente, liderado por Maria das Dores Meira, do PS e da CDU, e voto contra do Chega. A comunidade foi constituída a 15 de dezembro do mesmo ano, num ato de escritura, que decorreu no Convento de Jesus.

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