Uma idosa com 73 anos faleceu, na tarde do dia 7 de janeiro, na Quinta do Conde, após a equipa de socorro não ter chegado a tempo de executar manobras de salvamento para uma alegada paragem cardiorrespiratória.
O meio de apoio acionado encontrava-se nos bombeiros de Carcavelos, a 35 quilómetros do local do incidente. A ambulância demorou 44 minutos a chegar a Sesimbra. A informação, disponibilizada numa publicação nas redes sociais do corpo de bombeiros, revela que “apesar da pronta saída do quartel”, a distância entre os locais acabou por “inevitavelmente”, condicionar o tempo de chegada.
“Em situações de paragem cardiorrespiratória (PCR), cada minuto é determinante – por cada minuto que passa sem manobras de reanimação, a vítima perde cerca de 10 por cento de hipóteses de sobrevivência. Este tipo de ocorrência relembra-nos a importância dos tempos de resposta e da proximidade dos meios de socorro, salientando que, mesmo com a melhor preparação técnica e humana, a distância é um fator crítico na probabilidade de sucesso da reanimação”, pode lêr-se na publicação.
A equipa dos bombeiros de Carcavelos refere que vai “continuar empenhada” em garantir resposta rápida, profissional e humana, salientando sempre as “limitações geográficas e de cobertura operacional”, que criam “desafios significativos ao trabalho dos bombeiros”.

