Setúbal é terra de pescadores. Há factos tão inegáveis como o amanhecer e a relação das gentes da cidade sadina com o rio Sado é um deles. A pesca é tradição, e as pessoas fizeram a história. Com esta premissa, é inaugurada a 8 de setembro a exposição “Rostos da nossa gente na apanha de ostra”, no Alegro Setúbal.
A mostra fotográfica, com momentos inéditos captados por Joaquim Baptista, “documenta a atividade da apanha de ostras no estuário do Sado na segunda metade do século XX”, explica o Município, responsável pela iniciativa, em nota de imprensa.
São 50 fotografias que “retratam as várias etapas do processo da apanha, preparação e expedição da ostra” com destaque especial para “os rostos das pessoas que se dedicavam a esta atividade, contribuindo para perpetuar a importância da ligação da cidade ao rio”.
A exposição está patente até 20 de setembro e pode ser visitada todos os dias, no horário de funcionamento do centro comercial.
As imagens pertencem ao espólio documental que os herdeiros do antigo fotógrafo — que viveu e teve um estúdio fotográfico em Setúbal — doaram ao Município, para depósito no Arquivo Municipal de Setúbal, a Coleção Baptista, “composta por quase 100 mil fotografias em diversos suportes, que ilustram a sociedade setubalense do século XX”, pode ler-se na mesma nota.

