A cidade sadina recebeu, nos dias 20 e 21 de junho, a última etapa da Taça do Mundo das Águas Abertas, com a conquista do título pela campeã australiana Moesha Johnson e vencedor húngaro David Betlehem.
Competição internacional realizou-se a partir do Parque Urbano de Albarquel, com a prova feminina a decorrer na parte da manhã e a masculina de tarde. Apesar da glória dos prémios, cerca de 10 atletas acabaram por ficar doentes.
Segundo avança o jornal A Bola, estas nadadoras “tiveram sérios problemas intestinais” e acabaram por ter de ser assistidas no hospital, 24 horas após terem competido nas águas da cidade sadina.
Entre os homens, houve quem “sentisse desarranjos semelhantes, mas não tão fortes”. A hipótese de se tratar de uma intoxicação alimentar é afastada, já que as “atletas estavam espalhadas por três hotéis” e, por consequência, tinham refeições diferentes.
Italiana Ginevra Taddeucci, 5.ª classificada da prova, disse nas redes sociais que passou a “noite inteira a vomitar” e que “há anos que os atletas lutam contra a má qualidade das águas” nas competições.
Já a francesa Ines Delacroix, usou as plataformas digitais para descrever a insatisfação de “adoecer devido à qualidade da água” uma semana antes de começarem as provas para o campeonato nacional.
Em declarações ao Revela Arrábida, a Câmara Municipal de Setúbal “descarta a possibilidade” destes problemas “terem a ver com a qualidade” das águas em Setúbal e adianta que algumas das atletas “já se sentiram mal” no país de origem.
“Foram recolhidas análises três meses antes, oito dias antes e 48 horas antes, como mandam as regras da World Aquatics. As análises estavam ótimas e foram entregues. Em 20 anos de taça do mundo, nunca houve problemas com a qualidade da água”, diz fonte oficial do Município ao Revela Arrábida.
Autarquia espera ainda que se “apure o que levou” estes atletas a sentirem-se mal, ao mesmo tempo que deseja “as melhoras rápidas” de todas as nadadoras afetadas.

