Terça-feira, 21 Abril 2026
spot_img
InícioCulturaDa colheita ao copo: a viagem de 70 anos pelos vinhos da...

-

Da colheita ao copo: a viagem de 70 anos pelos vinhos da Adega de Palmela

ÚLTIMAS

O dia começa sempre cedo para todos os que vivem da vindima para ganhar o sustento. E foi mesmo isso que aconteceu com todos os participantes do evento “Um Dia de Vindima”, organizado pela Adega de Palmela. Começamos de manhã, mas a nossa riqueza foi outra: entender, de perto, e com as próprias mãos (e pés) o que significa vindimar, desde a apanha da uva até ao momento em que chega ao copo.

Depois do encontro na cooperativa — que celebra 70 anos de existência — viajamos rumo à Vinha da Matela, onde aguardavam Ângelo Machado, presidente do Conselho de Administração da Adega de Palmela, o enólogo Luís Silva, e a responsável pelo enoturismo, Teresa Grilo. À nossa espera, estavam também vários hectares de Syrah e Castelão.

Nos discursos introdutórios dos anfitriões, destacou-se a importância da perseverança, da resiliência e da motivação necessária para enfrentar, ano após anos, as dificuldades do setor. Foi ainda enaltecido o trabalho de equipa essencial para a sobrevivência do negócio que começou nos anos 50, com, na altura, a união de 50 associados.

A mensagem do negócio, regido sob o lema “Mais do que fazer vinho, fazer história”, tem por base que todos os que visitam e sentem a essência da adega, contam para a conquista do sucesso.

Foram distribuídos baldes e tesouras e seguiu-se a apanha da uva. Depois, estava pronto um piquenique à beira da vinha, com produtos regionais, e com harmonização dos vinhos Cá Calharás branco e rosé, além do Moscatel Adega de Palmela. O momento foi passado no meio do campo, entre vinhas, num ambiente sereno e descontraído.

De regresso à Adega de Palmela, é explicado o processo desde que é recebida a uva do associado no refratómetro (onde são medidos os graus de açúcar e álcool do fruto), seguindo-se a pesagem. As uvas da vindima são, posteriormente, direcionadas para os tegões, antes de ser iniciado o processamento.

Para os participantes de “Um Dia de Vindima”, existiu a possibilidade de experimentar a pisa da uva colhida nessa mesma manhã. Em dois alguidares grandes, quem quis, aventurou-se a sentir a sensação de massagem relaxante nos pés durante alguns minutos.

A Cave de Barricas

A manhã terminou com uma visita ilustrada pela história dos 70 anos da cooperativa. Dentro de uma espécie de cuba gigante, feita de pedra, estavam impressos momentos significativos e marcantes que demonstram como foi a evolução da Adega de Palmela.

A Cave de Barricas é um dos “segredos” mais bem guardados de todo o espaço. Foi também o local escolhido para o cocktail de receção, acompanhado pelos vinhos Vale dos Barris Branco e Vale dos Barris Rosé, seguindo-se o almoço, harmonizado com os vinhos Vale de Touros Reserva Branco e Vale de Touros Vinhas Velhas Reserva Tinto 2023.

Num ano de comemoração, no final da refeição, os participantes provaram o Moscatel Adega de Palmela e o Moscatel Roxo 15 anos — este último desenvolvido como produto único no mundo e que realça a oferta singular desta região vitivinícola.

A Adega de Palmela organiza “O Dia de Vindima” no decorrer do mês de setembro, todas as quartas-feiras. Ou seja, dias 3, 10, 17 e 24. Existem três modalidades disponíveis, desde apenas a manhã, sem almoço, até à possibilidade de ter a experiência com alojamento.  Cada participante recebe também um kit de vindima, composto por t-shirt, chapéu de palha, saco e garrafa de água, além de uma garrafa de vinho da Adega de Palmela e um saca-rolhas de oferta.

O número de participantes é limitado, com um mínimo de dois e máximo de 65 pessoas por dia. Os interessados em fazer reserva ou obter mais informações devem entrar em contacto através do email enoturismo@acpalmela.pt.

OPINIÃO