Nos dias de maior calor, é normal queremos saltar logo para dentro de água mal chegamos à praia. Porém, existem riscos de associados aos mergulhos nas praias e piscinas, que podem levar a lesões graves e irreversíveis.
Neste sentido, a Câmara Municipal de Sesimbra associa-se à campanha de sensibilização lançada pela Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV), com o objetivo de alertar a população para as consequências dos mergulhos mal calculados.
Cerca de 100 portugueses sofrem de lesões na coluna vertebral associadas a acidentes de mergulho, que resultam, em muitas situações, em incapacidades permanentes. Segundo Nelson Carvalho, ortopedista e presidente da SPPCV, estes traumas podem ter “consequências permanentes e devastadoras”.
“Um único mergulho mal calculado pode resultar na paralisia das pernas (paraplegia), dos quatro membros (tetraplegia) ou, nos casos mais graves, na morte, quando a fratura ocorre no segmento mais superior da coluna. Estas situações constituem verdadeiras emergências médicas e exigem frequentemente intervenção cirúrgica urgente. Mesmo quando a dor é o único sintoma, a avaliação médica imediata é indispensável”, diz.
Posto isto, deve verificar sempre a profundidade antes de mergulhar, evitar zonas rasas ou com obstáculos, respeitar a sinalização e permanecer nas áreas supervisionadas. É igualmente fundamental nunca mergulhar sob o efeito do álcool, não correr em redor da piscina e entrar no mar sempre a andar, nunca de cabeça.

