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PSD quer concelho de Palmela fora da AMRS

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O Partido Social Democrata (PSD) vai apresentar uma proposta, na reunião pública do executivo municipal, de dia 15 de dezembro, para que o Município de Palmela saia da Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS).

Ana Teresa Vicente, presidente da Câmara Municipal de Palmela, já tinha referido em entrevista ao Revela Arrábida que a AMRS tem “muito trabalho feito” ao defender a manutenção de Palmela nesta associação, do ponto de vista da CDU.

“Há um trabalho feito nesta região que só aconteceu porque tínhamos uma associação de municípios que conseguiu ir integrando os municípios e conseguiu integrar, no fundo, os diferentes interesses, até porque aqui estamos uns virados para o Tejo, outros virados para o Sado, outros no meio e, de facto, a AMRS conseguiu, no fundo, ter projetos que, do meu ponto de vista, têm interesse para a região no seu todo”, diz ao Revela Arrábida.

Do lado do Partido Socialista (PS), que tem defendido a saída de outros municípios da região, desta vez, pode tomar uma decisão diferente. Segundo o Revela Arrábida conseguiu apurar, o partido rosa ainda “não decidiu uma posição” quanto a este tema.

O entendimento político entre o PS e a CDU, que garantiu pelouros aos vereadores socialistas e a presidência da assembleia municipal, pode jogar a favor dos comunistas quando chegar a hora do voto.

Já o Chega, no caso da Câmara Municipal de Setúbal, votou a favor para esta saída, por isso é esperado que a posição do partido se mantenha no concelho vizinho de Palmela. O partido de André Ventura também já tinha demonstrado esta vontade de desagregação em 2022, nas assembleias municipais da Moita e do Barreiro.

Assim, a CDU assume-se como o único partido a favor da continuação de Palmela na AMRS, sendo que, a única forma de isso acontecer, é com os votos favoráveis dos vereadores do Partido Socialista.

Desde 2022 que os concelhos de Almada, Barreiro e Moita, com governação do PS, deixaram a AMRS por motivos financeiros, ao justificarem um investimento com “retorno nulo”. Antes disso, Sines também tinha abandonado o barco. Alcochete saiu em maio deste ano e Setúbal em novembro.

Assim, a associação fundada em 1982, por 13 concelhos, conta com a participação de sete municípios — uma quebra de quase 50 por cento. Com menos financiamento, existem projetos que podem deixar de ser concretizados, como o Festival Liberdade, que não contou com uma edição em 2025.

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