Quinta-feira, 23 Abril 2026
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Setúbal está em “Situação de Alerta devido ao mau tempo” até 20 de novembro

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A Câmara Municipal de Setúbal emitiu uma Declaração de Situação de Alerta, devido ao mau tempo, até ao final do dia 20 de novembro. O cenário meteorológico persistente, segundo dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) é de forte instabilidade atmosférica, devido à depressão “Cláudia”.

O concelho está em nível amarelo de precipitação até às 9 horas de sábado, dia 15 de novembro, passando, até às 15 horas, a aviso laranja, “devido a um agravamento previsto, com precipitação, por vezes forte e persistente, podendo ser acompanhada de trovoada”, esclarece o Município em comunicado enviado.

O vento deve continuar forte, com rajadas que podem ir até aos 70/80 quilómetros por hora, além da agitação marítima, com aviso amarelo até às 18 horas do mesmo dia [15 de novembro], “verificando-se a existência de condições favoráveis à ocorrência de fenómenos extremos”.

A chegada da depressão “Cláudia”, que afetou várias zonas na madrugada de dia 13, “obrigou a uma resposta de emergência através da mobilização de meios do Sistema Municipal de Proteção Civil para proteção de pessoas, bens, ambiente e património no concelho de Setúbal, devendo os trabalhos já iniciados decorrer até à reposição da normalidade”.

Entre as 6 horas de ontem [dia 13] e a as 9 horas desta sexta-feira, 14, o Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros “registou 157 ocorrências no concelho, a maioria na freguesia de Azeitão, principalmente inundações em espaços privados, como habitações, e alagamentos à superfície, em vias de circulação”.

Tendo em conta este quadro, a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, por recomendação do Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros, emitiu uma Declaração de Situação de Alerta no concelho a vigorar entre as 6 horas do dia 13 e as 23h59 de 20 de novembro.

Na sequência desta situação, “são afetados, no imediato, os recursos materiais e humanos adequados considerados imprescindíveis à coordenação técnica e operacional dos serviços e agentes da Proteção Civil, designadamente os que estão identificados no Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil de Setúbal”. A Comissão Municipal de Proteção Civil de Setúbal “assegura a coordenação técnica e os procedimentos relativos à intervenção das forças e serviços de segurança”

Atenção redobrada e adoção de comportamentos adequados

“Sem prejuízo da adoção de outras medidas posteriormente, é adotada como medida preventiva a avaliação dos danos provocados e a identificação das necessidades e recursos, com a elaboração de um plano de mitigação e recuperação”, é a mensagem deixada pela autarquia sadina.

Existe a “probabilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem, e de inundações por transbordo de linhas de água”.

Adverte-se ainda para a “possibilidade de situações de piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água, inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem, galgamentos ou inundações costeiras”, além das “quedas de árvores ou ramos, de estruturas publicitárias ou de elementos construtivos mais frágeis em edificações”.

A população deve adotar, segundo a proteção civil, um conjunto de medidas preventivas, desde logo a “desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e a retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas são algumas dessas medidas”.

É “desaconselhada a permanência ou passeios junto da costa” e todos devem proceder à “redução da velocidade habitual e especial cuidado com a possível formação de lençóis de água nas vias”.

“Durante estes períodos de condições atmosféricas adversas, não devem ser atravessadas zonas inundadas, dado o perigo de arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas. A população deve ainda permanecer atenta às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e das forças de segurança”, pode ler-se na mesma nota.

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