Quinta-feira, 30 Abril 2026
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Palmela vai continuar na AMRS nos próximos 6 meses

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A saída do concelho de Palmela da Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS) esteve em discussão na reunião pública do executivo camarário, no dia 15 de dezembro, na Biblioteca Municipal de Palmela, pelas 15 horas.

Esta proposta, que surge por parte do PSD, foi rejeitada com os votos contra da CDU e do PS, que mantiveram o concelho na associação. O Chega acompanhou a intenção dos sociais-democratas e também pediu a saída do Município palmelense.

Ao contrário do que tem acontecido noutros municípios, como Almada, Barreiro e Setúbal, o Partido Socialista afirmou uma posição de manutenção, com a justificação da procura de uma “transição responsável”, a ser encontrada nos próximos seis meses, com uma avaliação que englobe questões de “património, de continuidade e de funcionamento”.

Pedro Taleço, vereador do partido rosa na Câmara de Palmela, refere que a AMRS “representa uma parte muito pequena” da população da Península de Setúbal e que está “disfuncional” no que diz respeito ao propósito que levou à criação da mesma, em 1982.

Deste modo, daqui a seis meses, por volta de junho, o PS mencionou ao Revela Arrábida que vai levar a reunião de câmara uma proposta de saída da AMRS, diferente da que foi apresentada pelo vereador Roberto Cortegano, do PSD.

A CDU manteve a posição de defesa da AMRS, pela voz da presidente da Câmara Municipal de Palmela, Ana Teresa Vicente, que considerou que o “ato responsável não pode ser desligar a ficha”. Além disso, a edil enumerou algumas das conquistas e feitos da associação, sempre com foco na atribuição do título dado pela UNESCO, Reserva da Biosfera, à Arrábida.

Em declarações ao Revela Arrábida, Afonso Brandão, vereador do Chega, diz que “não faz sentido” o concelho de Palmela continuar a “gastar dinheiro nestas associações”, ao acrescentar que a AMRS “já teve o seu tempo” e que o custo para o município é “contraproducente”.

Desde 2022 que os concelhos de Almada, Barreiro e Moita, com governação do PS, deixaram a AMRS por motivos financeiros, ao justificarem um investimento com “retorno nulo”. Antes disso, Sines também tinha abandonado o barco. Alcochete saiu em maio deste ano e Setúbal em novembro.

Assim, a associação fundada em 1982, por 13 concelhos, conta com a participação de sete municípios — uma quebra de quase 50 por cento. Com menos financiamento, existem projetos que podem deixar de ser concretizados, como o Festival Liberdade, que não contou com uma edição em 2025.

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