O Partido Socialista lançou, na manhã de dia 3 de agosto, um conjunto de críticas à atual gestão do Movimento Independente “Setúbal de Volta”, durante uma conferência de imprensa realizada na sede partidária do distrito de Setúbal.
Fernando José, líder da concelhia socialista e vereador na Câmara Municipal de Setúbal, começou por “desejar as melhoras” a Maria das Dores Meira, que suspendeu o mandato devido a intervenção cirúrgica.
“Se com Dores Meira estava complicado, agora vai ser pior. Os problemas vão acumulando e quem está à frente da câmara não se entende…é uma incompetência para gerir os dossiers de uma capital de distrito. A Câmara de Setúbal não serve para fazer ensaios de estagiários, que querem aprender a ser vereadores”, começa.
A independência do movimento é posta em causa pelo vereador, com a justificação de “muitos elementos do PSD teimarem em aparecer em eventos” da autarquia. Desporto, cultura, habitação e limpeza foram outros temas criticados.
“Um descuido completo na limpeza e manutenção, há infestação de baratas e ratos em vários bairros e freguesias. Quando Dores Meira assumiu o mandato, prometeu respostas. Nove meses depois, apenas tem agonizado a trapalhada do mandato anterior”, acrescenta.
Ainda houve espaço para Fernando lançar um desafio ao Ministério Público, sobre as “irregularidades e crimes que foram cometidos na Câmara Municipal de Setúbal”, durante os anteriores mandatos de Dores Meira.
“O que é feito da auditoria que foi deliberada em reunião de câmara, aos últimos dois mandatos? Ainda não tivemos qualquer adjudicação. Qual é o receio deste executivo em avançar com ela?”, questiona.
“Vamos ter orçamento em outubro e ainda nem fomos ouvidos. Temos de ser envolvidos nesta discussão, não podemos continuar a gerir a câmara como se fosse uma mercearia”, finaliza.
Joel Marques, vereador na autarquia sadina, aproveita o momento para referir que está a “registar uma degradação” do concelho de Setúbal. “Além das pinturas, o executivo do Setúbal de Volta apenas fez um aumento abusivo do tarifário da água e um bloqueio excessivo às praias da Arrábida”.
Por outro lado, António Baptista, também vereador socialista, refere que se a Feira de Sant’Iago “não ficar entregue às moscas, à de ficar entregue aos mosquitos”, e há que “inverter” este cenário.
“O tecido empresarial tem de estar mais presente, serve para mostrar o que o concelho tem. Cada vez há menos gente a ir à feira e a deixar lá as poupanças. É hora de virar a página e fazer com que a feira volte a ser um local de convívio, reencontros e um espaço onde possamos aproveitar tudo o que há para oferecer em Setúbal”, afirma.
Fernando José volta a intervir, mas desta vez com palavras duras sobre esta edição do certame, que considera ser “a pior das últimas décadas”, num sentido crítico da localização e identidade da festa.
“Não queríamos prejudicar mais a feira, por isso não dissemos nada até acabar. Não estamos a falar de mosquitos, é o definhar da festa. Menos tecido empresarial, menos pessoas, isto tudo por incompetência dos decisores políticos”, anuncia.
O vereador termina a conferência ao referir que o modelo da Feira de Sant’Iago “precisa de ser alterado” e que não pode apenas “estar apoiado no cartaz musical”, nem o número de visitantes “estar dependente” da música.

