Segunda-feira, 25 Maio 2026
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Arrábida Biosfera: plano de ação para os próximos dez anos já foi apresentado

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Conservação, desenvolvimento e apoio logístico: estas são as três funções indispensáveis das Reservas da Biosfera, sublinhadas como objetivos estratégicos do Plano de Ação 2025-2035 da Arrábida Biosfera, apresentado a 21 de maio, quinta-feira, na Escola de Hotelaria de Setúbal.

As comissões científica e consultiva reuniram pela primeira vez, com presença e participação de, aproximadamente, “uma centena de entidades”, assinala a AMRS (Associação de Municípios da Região de Setúbal) em comunicado.

O encontro foi conduzido pela coordenadora da Comissão Executiva da Arrábida, presidente do Conselho Diretivo da AMRS e da Câmara Municipal de Palmela, Ana Teresa Vicente, e pela representante da entidade gestora da Arrábida Biosfera e Secretária-Geral da AMRS, Sofia Martins.

As funções assumidas e inerentes às Reservas da Biosfera trazem o reforço do “compromisso com a proteção dos valores naturais, a promoção do desenvolvimento sustentável e a valorização do conhecimento científico ao serviço do território”.

A comissão consultiva, com responsabilidades a nível da gestão, “integra mais de uma centena de agentes do território, particulares, públicos e privados, institucionais e informais”, resultando numa “participação ampla, ao diálogo qualificado e à reflexão conjunta, elementos essenciais para a implementação do plano de ação e para a definição de etapas futuras”.

Já a comissão científica, composta por catorze instituições “de reconhecido mérito académico e com especial relevo científico no território da Arrábida”, assume o cargo de “apreciar ativamente o desenvolvimento de parcerias para a promoção de investigação científica em matérias relevantes para a Arrábida Biosfera, apoiar a entidade gestora na criação de um repositório científico e colaborar na elaboração de candidaturas em que a componente científica assume caráter determinante”.

O pluralismo dos integrantes estabelece “conhecimento científico nas intervenções a desenvolver no território e permite que os projetos contem com acompanhamento científico, reforçando a procura de soluções mais sustentadas para a gestão de territórios sensíveis, reconhecidos pela sua riqueza natural”.

“Pela primeira vez, é possível falar num projeto de defesa do meio natural que coloca a ciência humana como parte essencial da intervenção – e essa é a grande novidade desta Reserva da Biosfera”, disse Ana Teresa Vicente na reunião, sublinhando ainda que “as respostas têm de ser encontradas entre todos”, na pretensão de concretizar soluções mais equilibradas e sustentáveis para o território.

Foi discutido no primeiro encontro o modelo de funcionamento das comissões e a sua organização, bem como definidos “os primeiros passos necessários para arrancar com a implementação do Plano de Ação da Arrábida Biosfera”, assinala a mesma nota. As próximas reuniões realizam-se em setembro e outubro.

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