Quinta-feira, 23 Abril 2026
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Doenças, saúde oral e microrganismos: era assim a saúde das Freiras do Convento de Jesus 

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Descobrir factos sobre o passado é uma viagem curiosa, entre documentos, investigações e estudos. O século XXI é dotado de informação instantânea, curas rápidas e combates mais justos de vencer – mas nem sempre foi assim. Prova disso é a discussão da sessão, com o tema “Entre o bem-estar e a enfermidade: as freiras do Convento de Jesus”.

A palestra decorreu no sábado, 31 de janeiro, no Museu de Setúbal/Convento de Jesus, onde foram revelados diferentes aspetos relativos à saúde das freiras da Ordem das Clarissas. O encontro contou com intervenções de Maria João Gonçalves, Helena Barroso e Nathalie Antunes-Ferreira, da Egas Moniz School of Health and Science.

O vereador Paulo Maia, da Câmara Municipal de Setúbal, afirmou que a valência científica é uma forte aliada na compreensão da história local, uma vez que “ajuda a perceber o que se passou nos nossos antepassados e também a perceber o que nós fomos”.

É um projeto “muito enriquecedor para o município”, que valoriza o equipamento municipal e destaca as datas celebrativas da cidade no decorrer de 2026, como os 100 anos de Setúbal como capital de distrito e os 150 anos do Mercado do Livramento.

Foram apresentados os resultados da tese de mestrado de Maria João Gonçalves, com base “nas doenças identificadas a partir de análises realizadas no âmbito do estudo das freiras do convento”, informa a autarquia em comunicado.

Além de outras questões, abordou-se “a saúde oral e a resistência a antibióticos” das freiras, sendo possível uma “melhor compreensão da circulação de microrganismos no passado e da respetiva relação com as populações atuais”.

A iniciativa integrou o ciclo “Conversas no Museu” e faz parte do projeto de investigação “Vida e morte das freiras clarissas do Convento de Jesus”, que procura “aprofundar o conhecimento sobre as condições de saúde e doença destas comunidades religiosas”, remata a autarquia sadina.

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