Quinta-feira, 23 Abril 2026
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Executivo denuncia abuso da utilização de combustíveis no Parque de Poçoilos

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A Câmara Municipal de Setúbal suspendeu, no dia 18 novembro, o abastecimento de veículos e máquinas de trabalho das juntas de freguesia no Parque Municipal de Poçoilos, ao justificar que “existe um abuso” na utilização dos combustíveis, pagos pelo Município.

Esta denúncia, feita pelo executivo de Maria das Dores Meira durante a reunião pública de 19 de novembro, revela que a gasolina, que devia ser colocada nas máquinas e tratores das juntas, estava ser “utilizada em carros particulares e autocarros da Junta de Freguesia de São Sebastião”.

Segundo os protocolos da delegação de competências da Câmara Municipal de Setúbal, é responsabilidade da autarquia sadina, assegurar que estes equipamentos das juntas são devidamente abastecidos, suportando este encargo monetário.

Para a presidente da autarquia de Setúbal, Maria das Dores Meira, é necessário “fazer contas” e “ver o que sai e o que não”. Ao mesmo tempo, refere uma aferição de toda a operação, de modo a apurar responsáveis.

“Foram 120 mil euros em combustível. Além de irem abastecer os carros todos, os que andavam com as pessoas do executivo, levavam também a granel. Nós temos um alerta dos serviços, por virem abastecer sem descrição. Terei todo o gosto em reunir com as juntas para vermos tudo isto”, diz a presidente.

Nuno Costa, vereador eleito pela CDU, referiu que esta atitude era uma “proibição”. A intervenção foi ripostada pelo vereador do “Setúbal de Volta”, Paulo Maia, que disse que esta era “uma suspensão e não uma proibição”.

Já o vereador do Partido Socialista, Joel Marques, enalteceu o facto de que o trabalho das juntas “pode ser colocado em causa”, pela ausência do abastecimento das máquinas e viaturas, utilizadas, como por exemplo, para limpeza da via pública.

“A presidente fez uma inversão. Primeiro devia reunir com as freguesias que estiverem a incumprir ou a realizar algum abuso do abastecimento e fazer um acordo. Poderia suspender caso os abusos se perpetuassem. Assim, está a penalizar antes do julgamento, isso parece-me uma inversão abusiva por parte do Município”, finaliza o membro da bancada socialista.

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