Quinta-feira, 23 Abril 2026
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Território em destaque nas II Jornadas Bienais de Estudos Locais de Setúbal

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Com foco no “debate, reflexão, democratização e transmissão do conhecimento em torno do território de Setúbal”, como explica o Município, estão de regresso à cidade as II Jornadas Bienais de Estudos Locais de Setúbal. O evento decorre dia 21 de novembro, sexta-feira, no Mercado do Livramento, numa organização da câmara municipal.

Numa viagem por “épocas distintas”, o encontro, que decorre de dois em dois anos, “procura ser um espaço de reunião para os investigadores e interessados de todas as áreas de estudo” do território. Com quatro painéis temáticos em apresentação e análise ao longo de todo o dia, a sessão de abertura acontece às 9h30, pela presidente da autarquia sadina, Maria das Dores Meira.

Segue-se, entre as 10 e as 11 horas, o primeiro painel, “Sociedade e Religião”, com moderação de Maria Betânia Andrade, o qual começa com uma intervenção de Marisa Duarte sobre “Vestígios de mitologia pagã em painéis cristãos: os azulejos da Igreja de Jesus”.

Este primeiro painel conta com alocuções de António Cunha Bento, que apresenta “José Nunes Corrreia: O pintor e a Inquisição”, e de António Serra, que explana sobre “Corpo, Moral e Controlo Social: A prostituição em Setúbal na segunda metade do século XIX”.

“Educação, Cultura e Desporto” ocupa, das 11h30 às 12h45, o segundo painel do encontro, este moderado por José Luís Catalão, a iniciar com a apresentação “Os clubes do Bairro Santos Nicolau: para uma história do futebol em Setúbal”, por João Santana da Silva e Eupremio Scarpa.

“Arrábida ‘serra-mãe’ há 80 anos”, por João Reis Ribeiro, “Es herrscht Ruhe im Land – A Setúbal de 1975 pela Lente do Realizador Alemão Peter Lilienthal”, a cargo de Pedro Fernandes, e “50 anos do Serviço Cívico Estudantil — O caso de Setúbal”, por Maria Betânia Andrade e Lucinda Fernandes, preenchem ainda o segundo painel.

À tarde, das 14h15 às 15h45, o terceiro painel, com moderação de Ricardo Marques, tem em foco os “Movimentos Revolucionários e Oposicionistas”, com uma primeira apresentação a cargo de António Chita sobre “Setúbal na época do Ultimato Inglês: Uma análise à luz da imprensa periódica local”.

Seguem-se “Setúbal e a ‘Noite Sangrenta’ de outubro de 1921”, por Diogo Ferreira, “Dinâmicas de oposição católica ao Estado Novo em Setúbal”, a cargo de João Francisco Pereira, e “O dia 25 de Novembro de 1975 em Setúbal”, tema explorado por Alberto de Sousa Pereira.

O quarto e último painel destas jornadas, agendado entre as 16h15 e as 17h45, com moderação de Diogo Ferreira, é iniciado com a apresentação “António Manuel Vagueiro: Ascensão e Queda do Senhor da Pesca Setubalense de Finais do Século XIX”, a cargo de Pedro Fernandes.

O encontro prossegue com “Do quartel à previsão do tempo: apontamentos sobre a vida e obra de António M.C. Carvalho Serra (1887-1961)”, por  Ricardo Jorge de Jesus Vilhena, “O futuro da cor do diabo – crise e lutas sociais na indústria automóvel setubalense (1974-1993)”, por João Pedro Santos, e “Safar a vida: transformações e desafios da pesca em Setúbal”, por Vanessa Iglésias Amorim.

As II Jornadas Bienais de Estudos Locais de Setúbal pretendem “incentivar o estudo, a defesa e divulgação dos valores locais”. Integram no dia seguinte, a 22, sábado, a partir das 10 horas, uma visita guiada aos patrimónios a bordo da embarcação municipal Maravilha do Sado.

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