Quinta-feira, 23 Abril 2026
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CDU acusa PS de estabelecer “aliança” com o Chega em Sesimbra

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A CDU em Sesimbra, acusou, no dia 6 de novembro, através de um comunicado publicado nas redes sociais partidárias, o Partido Socialista de formar uma “aliança” com o Chega e de ser uma “força de bloqueio” para o Município.

No mesmo texto, a Coligação Democrática Unitária, diz ter dialogado com “todas as forças democráticas de Sesimbra”. Apesar desta nota, a CDU revelou, na reunião de câmara de 4 de novembro, que “não contactou” o Chega, deixando, assim, em aberto as conversações com o PS e o PSD.

“Propusemos ao PS soluções realistas, equilibradas e de grande responsabilidade no âmbito da assunção de compromissos com a gestão municipal, sempre com o objetivo de garantir estabilidade e bom funcionamento da autarquia. O PS, estranhamente, recusou assumir essa responsabilidade que prometeu aos sesimbrenses e optou por ser uma força de bloqueio, travando possíveis entendimentos e sacrificando o interesse do Concelho à sua conveniência e tacticismo político”, refere a CDU no comunicado.

Segundo os mesmos, a decisão do PS e do Chega em terem rejeitado cerca de 30 por cento das delegações da câmara municipal no presidente “coloca em causa” uma gestão “mais ágil e eficiente” do município, ao “dificultar a resposta pronta” às necessidades da população e o “funcionamento diário” dos serviços municipais.

“A CDU reafirma o seu compromisso com uma gestão responsável, transparente e próxima das pessoas, rejeitando manobras que apenas visam criar bloqueios e instabilidade na governação local”, finalizam.

Partido Socialista não aceita pelouros e afirma-se “oposição construtiva”

Após o anúncio de que os vereadores eleitos pelo PS na Câmara Municipal de Sesimbra não vão ter pelouros no exercício das funções, o partido assume ser “voz ativa e responsável na gestão municipal”.

“O resultado das eleições demonstrou um equilíbrio de vontades da população e uma representatividade muito equilibrada das três forças políticas mais votadas”, pode ler-se em comunicado do PS Sesimbra, sublinhando a vontade de um trabalho “transparente”, sem “passar um cheque em branco à CDU”.

O partido rosa esclarece ainda que “não existe qualquer possibilidade de entendimento com o Chega, enquanto partido que está nos antípodas de todos os princípios basilares do PS”, afirmando que “este foi o enquadramento que levou os vereadores do PS a não aprovar a delegação, no presidente, de todas as competências que estão legalmente atribuídas ao coletivo da câmara municipal”.

Foi com “sentido de responsabilidade e disponibilidade para trabalhar para a população” que o Partido Socialista “sempre assumiu”, inclui-se as “conversações com a CDU sobre a possibilidade de um acordo de governação, que excluísse qualquer dependência do Chega e garantisse maior estabilidade ao Município”.

“O PS apresentou uma proposta realista e ambiciosa, assente em três pilares: estabilidade dos órgãos, respeito pela representatividade democrática e concretização de medidas estruturantes para o concelho. Contudo, a CDU mostrou-se inflexível e demonstrou resistência em reconhecer a nova realidade política, mantendo soluções e posturas que já não correspondem às necessidades e expectativas da população, e sem possibilidade de convergência em temas-chave”.

Exemplo dos temas apresentados pelo PS são “revisão dos projetos do Meco”, intervenções e reabilitações, construções, estudos, além do “sistema de videovigilância nas zonas mais sensíveis, debate estratégico sobre o futuro do Cabo Espichel” e “apoio decisivo à Cercizimbra”.

“A recusa em atribuir a presidência da Assembleia Municipal ao PS e a proposta de pelouros insuficiente revelaram uma falta de respeito pela vontade dos eleitores, fragilizando qualquer base de confiança necessária a um acordo”, pode ler-se na mesma nota.

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