Segunda-feira, 20 Abril 2026
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Associação de Inquilinos deixa de existir em Setúbal

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A Associação de Inquilinos de Setúbal, fechou portas, no dia 18 de março, após a Câmara Municipal de Setúbal ter decidido não proceder à renovação do protocolo de cooperação com a Associação de Inquilinos de Lisboa, que cedia um espaço, no Ninho de Novas Iniciativas Empresariais de Setúbal, no Mercado do Livramento.

O pedido da saída do espaço já tinha sido comunicado, pela autarquia, em janeiro deste ano (2026), depois de ser feita uma reunião entre a associação e o vereador, eleito pelo movimento independente Setúbal de Volta, Bruno Russo.

Neste encontro, segundo Vítor Rosa, membro da Comissão Coordenadora Concelhia do Bloco de Esquerda de Setúbal, foi apresentada uma alternativa, que previa a “cedência de um open space de trabalhos”, que existe no Mercado do Livramento.

“Para a Associação de Inquilinos esta era uma solução imediável do ponto de vista prático. Acontece que também não deram outra alternativa. Disseram que iam fazer obras no espaço e para procurarmos outro local para nos instalarmos. Condenamos esta posição política, até pela relevância desta associação e da própria delegação”, diz Vítor em declarações ao Revela Arrábida.

Já fonte oficial da Câmara Municipal de Setúbal, garante que o espaço foi desocupado “para se incrementar o Ninho de Empresas” e que, apesar da não renovação do protocolo, a autarquia está “a trabalhar numa solução alternativa”.

O Bloco de Esquerda (BE) aproveitou a situação para tecer algumas críticas ao movimento independente, liderado por Maria das Dores Meira, ao referir que o mesmo “mostra um posicionamento político à direita” e que o email, enviado à associação, mostrou “autoritarismos”.

“Organizações que defendam os interesses de quem luta para sobreviver, parece que têm os dias contados para estes gestores. Quem fica diretamente prejudicado são os inquilinos setubalenses associados da AIL, que deixam de ter um espaço de apoio às suas necessidades e esclarecimentos sobre cada uma das suas situações”, acrescenta o BE em comunicado.

Agora, o atendimento da Associação de Inquilinos terá de ser feito através das delegações do Barreiro, Almada ou Lisboa.

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