Desde o dia 4 de janeiro que o Remo Clube Lusitano, os escuteiros marítimos e o desporto escolar náutico, se encontram restritos de utilizar as imediações do hangar do posto náutico, junto ao Parque Urbano de Albarquel (PUA), após a Proteção Cilvil ter alertado que a infraestrutura está em perigo de ruir.
Segundo Júlio Amândio, treinador do Remo Clube Lusitano, o material desportivo do clube foi retirado das instalações, entre 28 de fevereiro e 1 de março, por ordem da Câmara Municipal de Setúbal. Apesar da medida prevenir acidentes e estragos, os equipamentos encontram-se ao relento, no campo de futebol de praia.
“É bom que fique claro que o Remo Clube Lusitano apoia esta decisão e concordamos que o hangar não tinha condições. Porém, não podemos concordar com o facto de não ter sido planeada uma solução antes da retirada do material. Seria de esperar que a autarquia disponibiliza-se um contentor para guardar o recheio do posto”, diz Júlio Amândio, ao Revela Arrábida.
“Até ao fim de semana passado não conseguiamos utilizar o material, porque estava no edifício em perigo de ruir, mas agora podemos prosseguir com os treinos e a preparação física dos nossos atletas para as competições. No entanto, estamos agora a enfrentar um possível prejuízo”, acrescenta.
Este alerta surge pelo facto de os barcos, “avaliados em milhares de euros”, encontrarem-se “expostos ao clima”, o que pode “limitar a vida útil do equipamento”. Com a chegada de temperaturas mais altas, as embarcações podem mesmo “ficar estragadas” até ao final desta época.
Neste momento, todo o equipamento está coberto por lonas, de modo a minimizar o impacto negativo, e está a ser vigiado pelos patrulheiros do PUA. A Câmara Municipal de Setúbal adiantou ao Revela Arrábida que estão a “trabalhar numa solução” para resolver esta situação.

