António Cachaço, vereador nomeado pelo Chega na Câmara Municipal de Setúbal, criticou a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Península de Setúbal, no dia 16 de fevereiro, após a eleição de Álvaro Amaro, ex-presidente da Câmara Municipal de Palmela pela CDU, para o cargo de primeiro secretário do Secretariado Intermunicipal.
O mesmo considera, assim, que os principais cargos executivos da CIM estão “nas mãos de figuras associadas aos partidos” que aprovaram a criação deste órgão, enaltecendo o PS e a CDU
“Esta estrutura ainda não saiu da fase de instalação e já confirma o receio do Chega. Criou-se um organismo com os votos favoráveis de PS e CDU e logo de seguida, estes mesmos partidos ocupam os lugares de direção” diz o vereador do Chega.
“Queríamos acreditar que esta Comunidade Intermunicipal poderia trazer benefícios concretos à região e captar investimento, porém, ainda na sua constituição, já se mostra marcada por vícios de origem”, acrescenta.
Em Setúbal, a câmara municipal deliberou a criação da CIM, a 26 de novembro de 2025, com votos a favor do movimento independente, liderado por Maria das Dores Meira, do PS e da CDU, e voto contra do Chega. A comunidade foi constituída a 15 de dezembro do mesmo ano, num ato de escritura, que decorreu no Convento de Jesus.

