Sexta-feira, 15 Maio 2026
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Matinés renascem em Setúbal pela mão de três amigas, com surpresas e post-its à mistura

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O que pode acontecer quando três amigas, de áreas diferentes, se juntam, para viajar no tempo até aos momentos em que o divertimento girava ao som da música dos anos 80 e 90, pela tarde fora? Um encontro de pessoas que quer exatamente o mesmo — recordar o tempo da icónica matiné.

Pela terceira vez, Tânia Baguinho, Rita Cruz e Aleksandra Maldžisk, realizam o evento Matiné Intemporal Autêntica, dia 15 de novembro, sábado, na Sociedade Musical Recreativa União Setubalense. A ideia pode ser recente, mas há amizades que seguem com o tempo.

“Nós [Rita e Tânia] já somos amigas há muitos anos porque estudámos na mesma escola. A Aleksandra, eu conheci há dois ou três anos, porque ela é namorada de um amigo meu. A Rita não a conhecia antes deste projeto. Ela surge porque havia a necessidade de ter alguém que trabalhasse na área da produção de eventos, onde tem muita experiência”, conta Tânia ao Revela Arrábida.

A ideia partiu de Rita, que viu uma página que lhe despertou curiosidade, de uma espécie de “clube a partir dos 30 anos”, algo que “se pratica no Reino Unido”. “Uma pessoa já não tem paciência para sair à noite, onde, em muitos casos, as coisas só começam a ficar animadas a partir da 1 hora da manhã. Além de que existe quem tenha filhos, e a música também já não é a que gostamos de ouvir nesses sítios”, confessa.

Assim, surge a ideia da matiné, que é género de conceito de discoteca ao entardecer. “Agora temos todos um estilo de vida muito diferente. Começámos a pensar como era na altura da adolescência. O pensamento ganhou forma e depois lembrámo-nos da União Setubalense, que já é uma coletividade bastante antiga, e o espaço é giro”, elucida Tãnia.

A primeira edição aconteceu em abril e foi “um sucesso”, ao contrário da segunda que, por ter  estado “muito calor”, e ser num “espaço fechado”, fez com que “não funcionassem tão bem”. Agora, com o regresso das estações frias, as três amigas decidiram regressar com o certame que une boa disposição, dança e nostalgia. A música que passa na Matiné é a dos icónicos anos 80/90, embora exista alguma diversidade na playlist, desde rock a pop.

Música, arte, surpresas e post-its de discos pedidos

No espaço, e para ter um fator ainda mais “diferenciador”, as organizadoras decidiram ter uma mostra de arte. Ainda que o objetivo seja ir para dançar, tendo em conta que a duração é só de 3 horas, acharam, ainda assim, “engraçado inserir o conceito”. Na primeira edição, tiveram uma tatuadora, e a verdade é que, no universo das pessoas que estavam presentes, muitas aderiram. Os artistas vão mudando, bem como a vertente da área exposta.

Nesta espécie de viagem no tempo — que, no caso de Rita, a recorda da antiga Laurindo’s, em Palmela —, existem hits intemporais e que não podem faltar. A primeira que vem à mente de Tânia é a música “Falésia do Amor”, dos Santamaria, que a recorda de “sorrisos, das pessoas a cantar e a dançar”. A novidade é que os participantes vão poder pedir a canção que quiserem e que provoca as mesmas sensações.

Cada pessoa vai receber um post-it, para escrever o nome de uma música que deseja ouvir, num género de discos pedidos, e, aleatoriamente, o DJ passa a escolhida. Além disso, nesta 3.ª edição, há surpresas preparadas que, para já, ficam em segredo.

A Matiné Intemporal Autêntica começa às 17 e termina às 20 horas, com abertura das portas às 16h30, para venda dos bilhetes (5€), que apenas pode ser adquirido à porta do espaço, no próprio dia. A lotação é de 200 pessoas, e não há consumo obrigatório, ainda que o bar da associação esteja disponível.

As responsáveis, ainda que contem com alguma ajuda de familiares, idealizaram e construíram o evento de raiz. E pretendem continuar. “São só três horas, mas o objetivo é mesmo aproveitar, soltar-se e dançar. Como acaba cedo, as pessoas depois podem ir fazer o que quiserem, e divertiram-se na mesma”, remata Tânia.

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