A concessão responsável pela travessia de ferry e catamarã, executada pela Atlantic Ferries, entre Setúbal e Troia, termina em 2026. Na discussão de especialidade do Orçamento de Estado para o próximo ano, o Secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, mencionou no Parlamento, a 31 de outubro, sexta-feira, que o Governo tem planos para renegociar a tabela de preços da empresa privada.
O ministro adiantou, durante a sessão parlamentar, que a concessionária “já foi notificada” sobre esta intenção de renegociação, que deseja abordar a tarifa cobrada aos clientes deste transporte.
Por várias vezes, e ao longo dos anos, a empresa praticou ajustes no preço dos bilhetes, sendo que a última atualização aconteceu no início de 2025. Aqui, a empresa aumentou a passagem em 10 cêntimos para cada lado da margem, totalizando um gasto de 20 cêntimos a mais por viagem de ida e volta.
Desde esse ajuste, a viagem de ida e volta, de Setúbal para Troia, tem um custo total de 9,30€ por pessoa (4,65€ por cada bilhete). Caso seja uma família de três pessoas, as passagens irão custar, assim, 27,90€. Quem trabalha na outra margem do rio Sado, tem hipótese de comprar o passe por 96,50€, ou 50,10€, caso seja estudante.
No que toca aos ferries, que fazem a travessia de veículos entre as duas margens, o gasto será de 21€ por pessoa, ou 37,80€, se for de ida e volta. Este valor apenas inclui o veículo e condutor, ao que são acrescentados 5,50€ por cada passageiro extra.
O ex-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, André Martins, e a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, bem como os autarcas de Grândola e Alcácer do Sal, em reuniões e conferências anteriores, pronunciaram-se sobre a possibilidade de integrar estas travessias, entre Setúbal e Troia, no Passe Navegante – que já inclui o uso de transportes terrestres – como sendo uma das soluções para travar os aumentos sucessivos.
Remontando a 2023, a ideia foi apoiada por João Galamba, ex-ministro das Infraestruturas, que considerou a hipótese “muito positiva”.

