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Inês Carvalho: A engenheira eletrotécnica que se tornou a Embaixadora dos Territórios Vinhateiros de Portugal

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Nasceu na Vila de Palmela e seguiu a tradição do concelho de perto. Recorda-se de, ainda criança, ser vestida a rigor na época das vindimas, afinal participava no cortejo dos camponeses. A essência dos costumes, o cheiro do vinho e a gente de Palmela acompanharam todos os passos de Inês Carvalho, até se tornar a Embaixadora dos Territórios Vinhateiros de Portugal 2025.

A nomeação foi realizada na Gala da Eleição, em Vila Viçosa, no dia 6 de setembro. A jovem de Palmela conquistou ainda os Prémios de Fotogenia e A Mais Popular Online. A distinção é importante, pois promove Inês como a representante da cultura da vindima de todo o País.

“Ao contrário do que se possa pensar, este não é um concurso de beleza, aliás, essa categoria é a que vale menos pontos. Esta é uma competição de conhecimento de cultura e de representatividade. Temos de conhecer a história, a tradição e apresentar tudo nos tempos certos”, começa por explicar Inês ao Revela Arrábida.

Durante o evento, que decorreu durante três dias, Inês teve três provas, que lhe valeram os pontos para se tornar na vencedora. A primeira centrava-se nos sabores, onde a palmeloa apresentou um mesa com o vinho Vale de Touros Vinhas Velhas da Adega de Palmela, a empada de coelho da chef Marta Nunes e o pastel de Palmela do confeiteiro Nuno Gil.

Seguiu-se uma entrevista informal, antes da gala, com sete minutos de duração. Por fim, durante o final do evento, apresentou o traje caramelo e explicou o porquê de ser especial visitar o concelho de Palmela. Teve de o fazer em um minuto, por cada dez segundos a mais, eram descontado pontos na classificação final.

Sem dúvida, uma vitória importante para o concelho de Palmela, mas não foram apenas estas provas que levaram Inês ao pódio. “Fiz parte da associação que organiza a festa das vindimas desde 2018 a 2023, por isso estava acostumada ao evento, até que me decidi candidatar em 2024”, explica.

Além do amor pela engenharia eletrotécnica, área em que se licenciou no Politécnico de Lisboa, Inês “sonhava em ser Rainha das Vindimas”. No último ano em que se podia candidatar, com 24 anos, abraçou o desafio e acabou mesmo por vencer. Este fator nomeou-a diretamente ao concurso nacional.

“Para mim foi uma grande honra ser rainha vindimas na terra que eu amo e me viu nascer. Palmela é muito forte em termos vinhateiros, com um território vasto e distinto. Estamos perto do mar, temos solos argilo calcários que dão perfis aos muito interessantes aos nossos vinhos”, reflete.

“Agora que represento todos os territórios vinhateiros do País e depois de ter compartilhado experiências e cultura com as outras participantes, posso dizer que Portugal é pequeno, mas tem muita tradição. Fazemos a vindima de maneira muito diferente num espaço de poucos quilómetros, mas todas de forma interessante”, conclui.

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