Terça-feira, 21 Abril 2026
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Palmela volta a afirmar produtos únicos da região ao som do jazz

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Um copo na mão, vários aromas no ar, um cenário descontraído e a calma típica do final de um dia de verão — and all that jazz. Esta é a descrição que ilustra os momentos do último fim de semana, passados no Parque Venâncio Ribeiro da Costa, junto ao castelo de Palmela, com a 11.ª edição do Palmela Wine Jazz (PWJ). O evento decorreu de 15 a 17 de agosto, com a presença de centenas de pessoas.

Curiosos por descobrir mais acerca dos produtos típicos da região, ou para relembrar o sabor único da vasta oferta vínica da Península de Setúbal, os visitantes assistiram ainda a vários concertos de jazz, que culminaram numa união perfeita com o ambiente do certame, à semelhança dos anos anteriores. A edição de 2025 contou ainda com a apresentação do Gin de Maça Riscadinha, produzido pelo Monte da Cobiça, iniciativa destacada pelo vereador da Câmara Municipal de Palmela, Luís Miguel Calha.

“Ficamos sempre muito satisfeitos quando há empreendedores da nossa terra que reconhecem que temos produtos de qualidade e que investem na diversificação. Incentivam que existam outros produtores a apostar na produção da maça riscadinha, que é tão aprazível”, afirma em declarações ao jornal Revela Arrábida, assinalando ainda que o Palmela Wine Jazz é um evento “premium”, que, do ponto de vista do Município, realiza “um casamento feliz entre os vinhos de excelente qualidade do território com os sons únicos do jazz”.

O autarca destacou ainda o facto do certame decorrer num “espaço magnifico, às portas do Castelo de Palmela”, onde é enaltecido o “património cultural e a preservação da historia, das tradições”. “Ano após ano, temos vindo a constatar um aumento crescente de visitantes, muitos deles estrangeiros, e outros da margem norte do Tejo. Isto significa que estamos a falar de um evento de referência do jazz”, remata.

Para Ângelo Machado, presidente da Rota dos Vinhos da Península de Setúbal, a iniciativa é um “ex-libris” da região e em “crescimento”. “A Rota dos Vinhos da Península de Setúbal é, desde a primeira edição, em conjunto com a câmara municipal, um dos mentores do projeto, e que não sai da nossa área e âmbito de trabalho. É algo muito querido para nós”, diz.

E acrescenta: “É também uma forma de ajudar os nosso produtores e associados. Em termos de produtos, temos um pouco de tudo, e existe mesmo abertura para dar oportunidade aos vários agentes económicos”.

Com entrada gratuita, o PWJ é organizado pela Câmara Municipal de Palmela e Rota de Vinhos da Península de Setúbal, com o apoio da Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal e do Programa “Mecenas de Palmela”.

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