Sexta-feira, 15 Maio 2026
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XVIII Mostra de Maçã Camoesa, Doçaria e Pão de regresso à freguesia de Castelo

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Como manda a tradição, a XVIII Mostra de Maçã Camoesa, Doçaria e Pão está de volta para mais uma edição. O certame, promovido pela Câmara Municipal de Sesimbra e a Junta de Freguesia do Castelo, decorre a 4 e 5 de outubro, no Parque Augusto Pólvora, na Maçã. O objetivo passa por “viabilizar a variedade tradicional da região”, como explica a autarquia sesimbrense.

O pão cozido em forno de lenha e os doces tradicionais do concelho, como a Farinha Torrada e Tamarina, são outros dos destaques da edição. A iniciativa é “uma oportunidade para os produtores locais partilharem com o público as especificidades da sua produção” e darem a conhecer as caraterísticas dos produtos. A programação do evento – que será brevemente anunciada pelo Município de Sesimbra – inclui artesanato, street food, animação e o II concurso “Uma Maçã de Peso”.

A autarquia informa que o prazo de entrega de candidaturas para a atribuição de lugares de venda de produtos locais na XIII Mostra de Maçã Camoesa, Doçaria e Pão, termina dia 25 de agosto. Os interessados podem candidatar-se através da ficha de inscrição disponível no site da Câmara Municipal de Sesimbra, que deve ser preenchida e entregue na Unidade Técnica de Apoio à Ruralidade da Câmara Municipal de Sesimbra ou através do e-mail pescas.ruralidade@cm-sesimbra.pt.

Estão também abertas as candidaturas para o II concurso “Uma Maçã de Peso”, que volta a premiar o exemplar com maior peso. A inscrição no concurso é gratuita e deve ser formalizada até dia 15 de setembro.

As particularidades da Maçã Camoesa

A Maçã Camoesa pode despertar a curiosidade dos interessados. Como explica o Município de Sesimbra, é apanhada, no decorrer do mês de setembro, quando ainda está verde. Existia o costume de colocá-la em cima dos armários, para que o perfume chegasse aos vários cantos da casa, e por ali amadurecia até ao Natal — eram, por isso, conhecidas como “Maçãs de Inverno”.

Para além do “aroma e sabor particulares”, a Camoesa é tem “características anticancerígenas” e são recomendadas para doentes com anemia e diabetes. Estas “propriedades devem-se ao microclima particular da zona do Cabo Espichel e aos terrenos argilosos, ricos em ferro”.

O produto autóctone da Azoia apresenta uma “coloração manchada de vermelho na face de maior incidência do sol, sobre um fundo amarelo”. Por outro lado, a polpa “distingue-se pelo sabor característico, ácida, de cor branca e consistência muito firme”.

Com o passar dos anos, o cultivo foi decrescendo, até que 2012. Nessa altura, “devido ao registo da marca e realização da Mostra da Maçã Camoesa, Doçaria e Pão” existiu “um aumento do número de produtores, de árvores, e da produção deste fruto”, que se afirma “um dos símbolos da ruralidade da freguesia do Castelo”.

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