Segunda-feira, 23 Março 2026
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Parque Urbano da Várzea entra na “fase final” de construção

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O presidente da Câmara Municipal de Setúbal, André Martins, acompanhado pelo vereador Pedro Pina, visitou o Parque Urbano da Várzea no dia 29 de julho, terça-feira, onde referiu que a intervenção no local já se encontra na “fase final”, pelo que apenas falta a “instalação do mobiliário urbano”, fazer as “sementeiras” e “prolongar a rega”.

Este parque, com 19 hectares, começou a ser projetado depois das cheias 2008 em Setúbal, quando a câmara municipal, onde André Martins era vereador do Urbanismo, decidiu tomar medidas para evitar que a mesma catástrofe se voltasse a repetir. A ideia é que o Parque Urbano da Várzea seja uma baía de retenção, capaz de conter a água em momentos de forte precipitação.

Agora, em 2025, o espaço verde vê os últimos apontamentos a serem concretizados, tal como aponta André Martins, mas não irá ficar por aqui. “Numa última fase de intervenção, será feita a requalificação de todo o edificado que ainda aqui existe. Nessa altura, podemos dizer que o Parque Urbano da Várzea estará concluído para todos poderem usufruir deste parque, que é o maior parque urbano do nosso concelho”, diz.

O presidente da câmara ainda salienta que foi necessário, com o passar dos anos “adaptar o projeto inicial à evolução do conhecimento aprofundado” que se foi tendo da realidade da várzea, mas frisa que a iniciativa “teve consequências e pelo menos há três anos que não há cheias na cidade” de Setúbal.

Segundo José Amaro, chefe da Divisão de Projetos, Concursos e Empreitadas, que também atendeu à visita, as intervenções contemplam ainda a plantação de 17 mil arbustos e de 905 árvores, sendo que esta ação deve estar concluída “até ao final de setembro”.

A empreitada de valorização do corredor ecológico da Ribeira do Livramento, financiada no âmbito de candidatura ao Lisboa 2030, foi adjudicada por cerca de 783 mil euros, com o IVA incluído, e engloba a pavimentação dos caminhos, a construção de travessias sobre a Ribeira do Livramento, o reforço da iluminação e o alargamento do passeio da Avenida da Europa, na zona confinante com o parque.

Já a empreitada, “Refúgio Climático da Várzea”, que reforça as condições necessárias para o usufruto da população enquanto refúgio climático e área de recreio e lazer, foi adjudicada por mais de 715 mil euros. Para finalizar, André Martins recordou ainda que o projeto “tem percorrido vários fóruns europeus” e é apontado como “um exemplo” no combate às alterações climáticas. “Isso é levar o nome de Setúbal por esse mundo fora, o que nos deixa a todos muito orgulhosos”, remata.

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