Os vereadores Fernando José (PS) e António Cachaço (Chega), trocaram acusações durante a reunião pública da Câmara Municipal de Setúbal, que decorreu dia 2 de novembro, no período antes da ordem de trabalhos.
Discussão surgiu no âmbito de uma entrevista de António Cachaço, concedida ao jornal O Setubalense e à Popular FM, onde referiu que “tinha ficado com a ideia de que o PS teria proposto pelouros”, ao Chega, “se tivesse vencido” as eleições.
Perante as declarações, Fernando José, líder da bancada socialista, mencionou que “nem as chaves da porta de um cemitério” lhe entregaria e que o convite para um eventual executivo foi uma “perceção” durante uma “conversa ocasional”.
“Jamais o convidaria para estar ao meu lado. Existe mesmo uma linha vermelha que separa o PS do Chega. Um tem os valores de abril e outro que representa a extrema direita. Não nos vendemos por um prato de sopa, feito atrás das cortinas”, refere Fernando José.
Já António Cachaço menciona que o socialista “sabe bem o que disse e como disse”, durante a “conversa ocasional”. “ Fez as contas e pensava que ia ganhar as eleições e percebeu que o Chega dava jeito para governar. Quando perdeu, voltaram as linhas vermelhas”, esclarece.
O vereador socialista ainda voltou a intervir, e deixou claro que “executivo onde esteja o Chega, com pelouros, o PS não estará. E executivo onde esteja o PS, o Chega não estará”.

