Quarta-feira, 30 Setembro 2026
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As propostas não têm dono. Mas o trabalho sério, traz resultados!

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Vereador pelo Chega na Câmara Municipal de Setúbal

A criação da Polícia Municipal de Setúbal é uma decisão importante para o concelho e para os setubalenses. Por isso mesmo, merece que a sua história seja contada com rigor, sem protagonismos pessoais e sem tentativas de transformar um processo institucional numa conquista individual.

É legítimo recordar ideias defendidas no passado. É legítimo dizer que a Polícia Municipal constava de programas eleitorais ou que houve quem defendesse a sua criação antes deste mandato.

Mas uma coisa é defender uma ideia. Outra, muito diferente, é concretizá-la.

Se durante o mandato de 2021 a 2025 foram apresentadas várias propostas formais para a criação da Polícia Municipal, então importa identificar quais foram, quando foram apresentadas, em que órgão foram discutidas e qual foi o respetivo resultado. A memória política deve assentar em factos e documentos.

O que está documentado é que foi no atual mandato que a criação da Polícia Municipal passou, efetivamente, da intenção para o processo institucional de concretização.

Em janeiro de 2026, o Conselho Municipal de Segurança pronunciou-se favoravelmente sobre a criação da Polícia Municipal.

Na Câmara Municipal, os dois vereadores do Chega assumiram claramente a sua posição, participaram na discussão e votaram favoravelmente o avanço do processo.

Seguiram-se os procedimentos necessários, o regulamento, a consulta pública, a definição da estrutura, o estudo económico e financeiro e o mapa de pessoal.

Em setembro, a Câmara Municipal aprovou a criação e instituição do corpo da Polícia Municipal, o respetivo Regulamento de Organização e Funcionamento e o primeiro mapa de pessoal, remetendo a decisão para a Assembleia Municipal.

E foi esse processo que chegou, finalmente, à aprovação da Assembleia Municipal.

Estes são os factos.

Ninguém precisa de apagar o passado de ninguém. Mas também ninguém deve apagar o trabalho de quem teve responsabilidades executivas quando a medida saiu do papel e começou efetivamente a ser concretizada.

Os vereadores do Chega estiveram presentes nesse processo, discutiram, votaram e assumiram responsabilidades políticas no momento em que era necessário transformar uma posição política numa decisão institucional.

Por isso, não faz sentido procurar um proprietário para a Polícia Municipal.

Não é de um deputado municipal.

Não é de um vereador.

Não é de um partido.

A Polícia Municipal é de Setúbal.

O mérito político pode ser partilhado por todos aqueles que, em momentos diferentes, defenderam e contribuíram efetivamente para esta solução. Mas os factos, as datas e as responsabilidades de cada um não podem ser reescritos em função da fotografia que alguém pretende tirar no final.

Uma coisa é dizer “eu defendi”.

Outra é poder dizer “eu participei na decisão que a concretizou”.

E essa diferença também faz parte da história.

A César, o que é de César.

A Setúbal, aquilo que verdadeiramente interessa, resultados.

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