O acesso ao Parque Urbano de Albarquel (PUA) está condicionado a partir desta segunda-feira, 2 de novembro, e até dia 20, devido às obras de demolição parcial do Centro Náutico Municipal e de estabilização e contenção do talude entre a estrada N10-4 e o PUA.
O Parque Urbano de Albarquel fica totalmente encerrado à circulação automóvel.
O acesso pedonal é permitido, através de um caminho alternativo entre o Centro Náutico Municipal e o rio Sado, via Praia da Saúde, informa a Câmara de Setúbal, com ressalva de que podem “existir alguns condicionalismos pontuais devido à realização de trabalhos específicos da obra de demolição”.
“Este caminho alternativo é criado devido ao facto de as obras no talude implicarem o impedimento da circulação de peões na N10-4, que liga Setúbal às praias, sobre o Parque Urbano de Albarquel, inviabilizando, assim, a entrada nesta zona de lazer pelo acesso superior para quem chega a partir de Setúbal”, adiciona a autarquia.
A entrada de automóveis no parque fica impedida com o fecho ao trânsito do sentido nascente/poente da Avenida José Mourinho, a partir do troço compreendido entre as travessas da Rasca e da Casa da Saúde.
Durante o período do encerramento, os automobilistas devem utilizar a Avenida José Mourinho, que fica sem saída, a Rua Amália Rodrigues e as travessas da Rasca e da Casa da Saúde.
A demolição parcial do Centro Náutico Municipal de Setúbal inclui a “remoção e demolição de todos os elementos estruturais da parcela virada a poente” confinante com o PUA, que está “em estado avançado de degradação e interditada”, considerado “um risco para a segurança pública”.
A parcela nascente do edifício, confinante com a Praia da Saúde, não é incluída nesta intervenção.
A empreitada, com o valor de 115 mil 540 euros (+ IVA) que pretende “dotar o equipamento de maior qualidade e segurança”, surge após “deteção de problemas estruturais severos numa perícia realizada em janeiro pela Proteção Civil, devido à tempestade Kristin, de que resultou a interdição de utilização desta área do edifício”.
Previamente, serão retiradas “caixilharias e envidraçados, serralharias, revestimentos cerâmicos, sanitários, redes de águas e esgotos e instalação elétrica”.
Segue-se a “remoção da cobertura, com o tratamento adequado à existência de amianto, e, por fim, a demolição de vigas, vigotas, paredes e pilares”.
Já a obra de estabilização e contenção do talude entre a estrada N10-4 e o PUA, que registou desabamentos com as tempestades do início do ano, tem um prazo de execução previsto de 45 dias.
A empreitada, promovida pela Câmara Municipal, tem como objetivos “mitigar o risco iminente de desabamento e desprendimento de blocos ou detritos para a via pública e salvaguardar a integridade física dos automobilistas e peões”
Além disso, a intervenção pretende “garantir a proteção das infraestruturas urbanas situadas nas cotas inferiores, evitando danos estruturais e interrupções na rede viária”.
Com o valor de 100.984,95 euros (+ IVA), a empreitada, adjudicada à empresa Obras Públicas e Transportes Sul do Save Unipessoal, Ld.ª, é “uma intervenção urgente e de caráter provisório”, dada a urgência de ultrapassar a “instabilidade dos solos e à ação dos agentes meteorológicos sobre as encostas naquela zona”.
Na análise e observação feitas ao talude, que confina diretamente na cota superior com a Estrada da Rasca (N10-4), que liga Setúbal às praias, e na zona inferior com o estacionamento do PUA, registou-se “instabilidade ativa e vulnerabilidade severa, apresentando sinais claros de colapso estrutural e erosão acelerada”.
Existe uma área com “solo completamente exposto, resultante de um deslizamento de terras recente, que se acumulou material instável nas traseiras do edificado e do muro existente”, com “risco de galgamento de detritos para a via pública”,
Observou-se ainda que “há árvores em risco de queda pelo deslizamento do solo e que a infiltração da água da chuva pode resultar na ocorrência de novos desabamentos a curto prazo”.
O abatimento do talude obrigou, por segurança, à supressão de uma via da faixa de rodagem na estrada N10-4, sendo que aquela zona apresenta “uma vulnerabilidade acrescida pela proximidade com o PUA”.
“A intervenção compreende a execução de trabalhos de perfilamento do talude e decapagem de zonas instáveis, o assentamento de uma manta geotêxtil — material que aumenta a estabilidade dos taludes — ao longo da superfície escavada, a colocação de um enrocamento como estrutura de contenção e a realização de um acabamento e regularização com um agregado britado do tipo ’tout-venant'”, remata o Município.

