Cinco personagens, com papéis diferentes, mas que representam e ilustram os papéis igualmente atribuídos na vida real entre o que se entende do que deve fazer a mulher e o homem. Entre o que querem ter e o que devem ter, entre a norma e o correto, ou ouvir o desejo além da aparência. Esta é parte da mensagem que o público pode conhecer com a peça “Vanessa Vai à Luta”, em cena a 19 e 20 de dezembro, às 21h30, no Auditório Municipal de Pinhal Novo — Rui Guerreiro.
O Teatro Ensaiarte apresenta o espetáculo, com base num texto de Luísa Costa Gomes, que “utiliza o humor ‘não fácil’ para nos falar de Vanessa, uma menina inteligente e perspicaz, que questiona as normas sociais que envolvem e tolhem a sua família, com particular atenção para a igualdade de género e os papéis habitualmente associados à ‘mulher’ e ao ‘homem’ na sociedade”, explica o Município de Palmela.
A peça tem apoios do Município de Palmela e da Junta de Freguesia de Pinhal Novo e destina-se a maiores de três anos. Para mais informações e reservas, entrar em contacto para 966 564 933.
Sinopse
“Mãe da Vanessa, com uma gravidez extemporânea, compra pela televisão pequenos aparelhos milagrosos que lhe façam diminuir a barriga, porque afinal – ‘nunca fui gorda!… Já viu a barriga que eu tenho? Mas não tenho celulite! É verdade. Nem tinha pensado que estava grávida!’. Rodrigo, irmão da Vanessa, procura incessantemente, nos meios de comunicação, aparelhos de ginástica e dietas de efeito rápido – ‘Olhe esta bicicleta aqui, Mãezinha’. O Pai da Vanessa coleciona rádios antigos recordando deles um passado morno, quieto e pobre, partilhando-o com a filha – ‘A Vanessa? É verdade, a gente até se esquece de que é uma menina’. Vanessa é uma menina que deseja ter uma metralhadora como prenda de aniversário e para quê? ‘Para brincar, Mãe!’…Não…’Agora já sei para que é. É para defender a minha irmã pequena’. Esta menina, de arguta perspicácia, questiona constantemente as normas sociais que a envolvem: ‘já cá faltava o vestidinho cor de rosa!; Mãe porque é que não fazem bonecas com metralhadoras?; Pai não me dizes como é que se pode brincar com uma vassoura?; ‘Mãe por não saberes se queres ter um rapaz ou uma rapariga é que deixas o Deus decidir? ; ‘Pai, podiam-se pôr de acordo sobre qual é a história que devem contar às crianças’. A trama cheia de humor lúcido e não fácil, desenrola-se em torno de 5 personagens, fluindo como se o tempo não existisse”.

