O Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) recebeu, entre os dias 6 e 8 de novembro, cerca de 300 enfermeiros e outros profissionais de saúde, no decorrer do Congresso Internacional do Doente Crítico, realizado na Escola Superior de Saúde (ESS/IPS).
Este evento, promovido pela Associação Portuguesa de Enfermeiros (APE), em parceria com o IPS, centrou-se na reflexão, atualização e partilha de conhecimento científico sobre os cuidados ao doente crítico.
Para isso, o momento contou com o contributo e presença de vários peritos e profissionais ligados à prática clínica e ao contexto académico. A gestão de recursos e a resiliência das equipas em contexto crítico, os avanços tecnológicos e a inovação nos cuidados intensivos, bem como a humanização e ética no acompanhamento do doente crítico e da família, foram alguns dos desafios abordados nesta edição.
Além das palestras, posters e comunicações livres, o programa contemplou, igualmente, uma componente formativa, com diversos workshops e masterclasses, onde se abordaram temas como ecografia para enfermeiros no doente crítico, ventilação mecânica, monitorização hemodinâmica, gestão de cenários de catástrofe, trauma e transporte do doente crítico.
Paulo Monteiro, membro da Comissão Científica, esteve presente e relatou que o congresso “assegurou uma abordagem comparativa e enriquecida” sobre práticas e modelos de organização dos cuidados ao doente crítico.
“Num momento em que o sistema de Saúde português enfrenta desafios estruturais, como a escassez de recursos humanos, a pressão assistencial e a crescente complexidade clínica, este congresso procurou justamente refletir e propor soluções inovadoras para uma prática mais sustentável, segura e humanizada”, refletiu.
Criada em 1968, a APE é a mais antiga associação profissional de enfermagem de Portugal, à qual a ESS/IPS está ligada, através de protocolo de cooperação e parceria de importância estratégica.

