Foi pelas 10h30, de dia 13 de outubro, que o alarme soou na Escola Secundária D. Manuel Martins, em Setúbal. 583 estudantes, 46 professores e oito funcionários tiveram de manter a calma e agir como se estivessem num cenário de sismo.
Operação, acompanhada pelo Serviço Municipal de Proteção Civil de Setúbal (SMPC), foi organizada pelos alunos do Curso Técnico de Proteção Civil. Evacuação e concentração no campo desportivo exterior demorou cerca de 18 minutos.
Iniciativa assinalou o Dia Internacional para a Redução do Risco de Catástrofes e permitiu aos estudantes “aplicar os conhecimentos adquiridos” durante a formação. José Luís Bucho, coordenador do SMPC, “elogiou o desempenho” dos alunos e considerou que o “ciclo de emergência foi totalmente” cumprido.
Entre os aspetos positivos, o coordenador destacou a “assistência prestada a uma aluna com mobilidade reduzida”, exemplo da “importância da entreajuda e da atenção” às necessidades individuais durante uma emergência.
Responsável recordou, também, o caráter obrigatório destes exercícios e sublinhou que a preparação para situações de risco “exige o contributo de toda a comunidade, desde os cidadãos e as famílias até às instituições e locais de trabalho”.
Avaliação deixou, contudo, procedimentos a corrigir. Entre as dificuldades assinaladas pelos próprios alunos, estiveram a existência de portas trancadas e o incumprimento, por parte de alguns participantes, da orientação para permanecerem em fila indiana no ponto de encontro.
Setúbal recebeu, em 2017, o certificado de “Cidade Resiliente” das Nações Unidas, distinção que reconhece as boas práticas municipais de prevenção e proteção, bem como a existência de estratégias e recursos para responder a potenciais riscos de catástrofe.

