Após terem surgido relatos de um alegado desembarque na Praia da Foz, na zona da Aldeia do Meco, em Sesimbra, com cerca de 20 a 30 migrantes, dia 6 de setembro, a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia Marítima (PM) esclarecem que as diligências apontam que a embarcação estará relacionada a “tráfico de estupefacientes”.
Testemunhas, ouvidas pelas autoridades, não confirmam o desembarque de migrantes. Investigações, realizadas no local onde foi encontrada a embarcação, sugerem “não ser possível afirmar a existência de qualquer desembarque de migrantes” naquela zona.
No decorrer das diligências policiais que, de forma coordenada, foram desenvolvidas pelas duas forças, a embarcação de borracha foi apreendida, tendo ficado à guarda da Polícia Marítima.
“Dos indícios recolhidos no local e das diligências policiais desenvolvidas, o cenário encontrado tem similitude com as inúmeras situações que estas Forças Policiais têm detetado”, explica a PM através de um comunicado.
Com isto, as forças de segurança querem dizer que as movimentações suspeitas ao longo da costa portuguesa, estão “relacionadas com tráfico de estupefacientes por via marítima e com contrabando de circulação” de combustível.
“Face ao exposto, e apesar do descrito, a GNR e a PM continuarão, de forma coordenada, as diligências policiais, com um dispositivo de investigação e de vigilância terrestre, marítima e aérea, no sentido de procurar consolidar a informação que surgiu e garantir a segurança de todos na área em causa”, concluem.

