Uma criança invisual foi agredida por sete colegas na Escola Básica da Azeda, em Setúbal, na passada quinta-feira, 30 de abril, no decorrer da hora de almoço. A denúncia da situação foi feita pela associação SerEspecial nas redes sociais.
A vítima, de 6 anos, terá sido primeiramente agredida por um aluno, com “murros e pontapés nas costas e nas pernas”, alegadamente “sem motivo aparente”, informa a publicação.
“Já caída no chão e impossibilitada de se levantar, a criança terá sido rodeada por mais seis colegas, também do pré-escolar (com idades entre os 5 e os 7 anos), que continuaram as agressões durante vários minutos”, relata a SerEspecial.
Segundo consta, após vários pedidos de ajuda da vítima, “nenhum adulto” tomou ação imediata, sendo que “apenas duas crianças, também de seis anos, terão tentado prestar auxílio”. O ataque cessou com a chegada de uma auxiliar de ação educativa, que “se apercebeu de um ajuntamento de alunos e se aproximou”.
A associação explica que os encarregados de educação dos alegados agressores foram contactados “pouco depois do incidente”, ao passo que os da criança agredida “apenas terão tido conhecimento do sucedido através de terceiros”, quando iam a caminho da escola para ir buscá-la, pelas 16 horas.
“Segundo fontes próximas da família, não se trata da primeira ocorrência de agressões físicas à mesma criança, embora nunca com esta gravidade. É ainda referido que os agressores terão evitado falar durante o ataque, cientes de que a vítima os identifica sobretudo pela voz”, pode ler-se.
Até ao momento, “desconhece-se” onde estariam as as assistentes operacionais no decorrer dos abusos físicos. A criança, que não apresenta ferimentos físicos graves, “manifesta recusa em regressar à escola”.
A Escola Básica da Azeda está integrada no Agrupamento Sebastião da Gama e é considerada uma “escola de referência para alunos com baixa visão”. A SerEspecial admite já ter contactado as entidades competentes, “que se comprometeram a averiguar o sucedido e tomar as necessárias e adequadas medidas”.

