A partir de dia 20 de janeiro, terça-feira, os concelhos de Palmela, Setúbal, Alcochete, Barreiro, Moita e Montijo têm em circulação 60 novos autocarros elétricos, pela Transportes Metropolitanos de Lisboa e Alsa Todi, operadora da Área 4 da Carris Metropolitana.
Apresentado nas instalações da Alsa Todi, na Moita, o reforço da frota representa um investimento de 24 milhões de euros, com um financiamento de 12 milhões por parte do Fundo Ambiental.
Com a aquisição destes veículos, o diretor-geral da Alsa Todi, Juan Gomez Piña, explica que a empresa passa a operar na Área 4 com “55 por cento da frota amiga do ambiente”, ao possuir 127 autocarros elétricos e 35 movidos a gás. “A Alsa Todi tem um enorme orgulho pelo trabalho realizado ao serviço dos municípios da Área 4”, acrescenta, revelando que em 2025 foi ultrapassada a barreira dos dois milhões de passageiros mensais nos seis concelhos, após a operação ter começado com 900 mil passageiros por mês, em 2022.
O primeiro secretário metropolitano da Área Metropolitana de Lisboa, Carlos Humberto de Carvalho, adiantou que, entre 2023 e 2025, a Carris Metropolitana registou, na Área 4, um crescimento de 54 por cento, o que representa mais oito milhões de passageiros por ano.
A secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, afirmou que a Carris Metropolitana “continua a elevar o seu padrão”, uma vez que os 60 novos autocarros são 100 por cento elétricos, estão equipados com wi-fi, ar condicionado e tomadas USB e são inclusivos, permitindo o acesso a pessoas com mobilidade reduzida e carrinhos de bebé.
Cristina Pinto Dias assume que o transporte público coletivo é um “instrumento central” para que a transição energética se faça com justiça social e notou que o financiamento do Fundo Ambiental para a aquisição de autocarros pela Carris Metropolitana é de 45 milhões de euros, 12 milhões dos quais se destinam à Área 4.
A abrir a sessão, o presidente da Câmara Municipal da Moita, Carlos Albino, referiu que este investimento “simboliza um compromisso firme com um futuro mais sustentável e mais eficiente”, contribuindo para um território “mais sustentável ambientalmente”.

