Quinta-feira, 23 Abril 2026
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Greve em Setúbal: 95% de adesão no Hospital de São Bernardo. Escolas estão encerradas

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Numa onda de adesão à greve geral do país, marcada para esta quinta-feira, 11 de dezembro, 95 por cento dos trabalhadores do Hospital São Bernardo aderiram à manifestação contra o pacote laboral, em Setúbal. Por outro lado, no que toca à área da educação, várias escolas do concelho, de diferentes graus de ensino, encontram-se encerradas.

A informação da percentagem de adesão dos profissionais do equipamento hospitalar foi avançada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA). Os números relativos aos estabelecimentos de ensino fechados foram divulgados pela página de Facebook do PCP (Partido Comunista Português) da região de Setúbal.

A Escola Secundária Sebastião da Gama, Escola Básica e Secundária Ordem de Sant’Iago, EB2’3 de Aranguez e a Escola Secundária do Bocage encontram-se encerradas, segundo a mesma página. Até ao momento, o Revela Arrábida conseguiu apurar que a Escola Secundária D. João II, Escola Secundária da Bela Vista, Escola Luísa Todi, Dom Manuel Martins e a Escola Básica dos Arcos também se encontram encerradas.

Foram decretados, ainda assim, serviços mínimos para garantir cuidados de saúde e transportes. Neste sentido, no Hospital São Bernardo, apesar dos alegados 95 por cento de adesão à greve, e segundo decisão do Tribunal Arbitral do CES, devem estar asseguradas “situações de urgência, assim como todas aquelas situações das quais possa resultar dano irreparável/irreversível ou de difícil reparação, medicamente fundamentadas”.

Dos cuidados, encontram-se em funcionamento blocos operatórios dos serviços de urgência, serviços de internamento que funcionam em permanência e as hospitalizações domiciliárias, além dos cuidados paliativos, cuidados intensivos, hemodiálise e tratamentos oncológicos em função da prioridade.

A greve geral surge após o Governo da AD apresentar uma proposta para alterar as leis do trabalho, num pacote que apresenta 100 modificações à legislatura que estava em vigor desde julho. Tanto a UGT, como a CGTP, dizem que esta modificação é um “ataque sem precedentes” às condições de trabalho.

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