A greve geral, que se assinala por todo o território nacional a 11 de dezembro, paralisou a produção da Autoeuropa, em Palmela, e algumas linhas da fábrica da Coca-Cola, em Azeitão, durante o período da madrugada e manhã.
No caso da Autoeuropa, segundo as informações disponibilizadas pelas forças sindicais, foi possível apurar que os funcionários “não iniciaram as linhas de produção”, assim, parando completamente a operação de fabrico automóvel.
A adesão à greve também chegou a outros serviços do complexo industrial, como a portaria, vigilância e limpeza, que são fornecidos por trabalhadores da Gigabar e da Isporeco.
Quanto à Coca-Cola, o Revela Arrábida conseguiu confirmar, junto da própria empresa, que “algumas linhas de produção estão paradas”. Apesar de existir uma adesão por parte dos operários, a Coca-Cola diz que “não está prevista uma paragem completa” e que “desconhece” a percentagem de trabalhadores que aderiram à greve geral.
Segundo dados fornecidos, pelo Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB), 45 por cento dos trabalhadores da fábrica da Coca-Cola aderiram à greve.
Esta greve surge após o Governo da AD apresentar uma proposta para alterar as leis do trabalho, num pacote que apresenta 100 modificações à legislatura que estava em vigor desde julho. Tanto a UGT como a CGTP dizem que esta modificação é um “ataque sem precedentes” às condições de trabalho.

