Segunda-feira, 23 Março 2026
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Carlos Carreiras denuncia violação dos estatutos do PSD em Setúbal

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O presidente da Câmara Municipal de Cascais, desde 2011, Carlos Carreiras, numa entrevista à Rádio Renascença, denunciou uma “imposição feita pela estrutura nacional” para que a candidata à autarquia setubalense, Maria das Dores Meira, fosse apoiada pelo PSD.

Desde o início deste processo que a concelhia democrata de Setúbal tem uma “posição contra” ao apoio da ex-comunista. Mesmo depois de fóruns e reuniões, realizadas com a estrutura distrital, a concelhia recusa esta ação política.

Inclusive, numa publicação feita através das redes sociais do partido laranja, a concelhia admitiu “retirar a confiança política” de Paulo Ribeiro, o presidente da organização distrital de Setúbal.

“Há uma diferença grande entre Oeiras e Setúbal, porque em Oeiras cumpriram-se os estatutos. Ou seja, a estrutura local propôs à estrutura distrital e a distrital teve a concordância da estrutura nacional. No caso de Setúbal foi exatamente ao contrário do que os estatutos do PSD prevêem, foi a estrutura nacional que impôs, pelo menos, à estrutura concelhia”, refere Carlos Carreiras na entrevista à estação de rádio.

Apesar da crítica, Carlos refere que “não esteve no processo” e que “não vai prejudicar candidaturas apoiadas” pelo PSD. Mesmo com este espírito de neutralidade, o autarca não deixou de comentar de que se fosse ele a decidir, iria “cumprir novamente os estatutos do partido”.

O Partido Social Democrata não apresentou um candidato próprio à presidência da Câmara Municipal de Setúbal. Depois de debates acessos, foi imposto pelas instâncias distritais e nacionais do partido, que fosse dado um apoio à candidatura independente de Maria das Dores Meira.

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