Depois da pisa da uva e Benção do 1.º Mosto, nas festas das vindimas de Palmela, ter sido adiada para o último dia dos festejos, devido ao clima, dezenas de pessoas juntaram-se frente à igreja de S. Pedro, a 9 de setembro pelas 19 horas, para verificar qual seria a previsão do grau da uva para a colheita deste ano.
Com expectativa, o público aguardou enquanto ouvia a atuação do Grupo de Bombos de Amarante e a clássica dança das saloias, que foi protagonizada ao som do hino da Festa das Vindimas 2025.
Ao mesmo tempo que estes momentos decorriam, a uva era pisada na lagariça pelo grupo “Os Bêbados”, de modo a obter o líquido necessário para se fazer a medição e leitura dos valores de álcool e açúcares da colheita.
Quando já existiu líquido suficiente, os homens encheram um cantil, que foi entregue à Confraria do Moscatel de Setúbal. Depois de examinada a cor vermelha com nuances de castanho, foi hora de anunciar o tão esperado grau.
Ouviam-se apostas pela plateia e até havia quem gritasse que o grau era 15. Depois de um pequeno silêncio, Filipe Cardoso, Grão Mestre da Confraria do Moscatel de Setúbal, ditou que o 1.º Mosto tinha um grau de 12,5.
Pequenas barricas foram cheias com a bebida e levadas pelos representantes da festa e do concelho de Palmela para a igreja de S. Pedro, onde foi abençoado. A festa seguiu-se com o Cortejo Noturno das Vindimas, pelas 22 horas, e com o concerto dos Sons do Minho, às 23h30, no palco principal.
A iniciativa é organizada pela Associação das Festas de Palmela – Festa das Vindimas, com o apoio da Câmara Municipal de Palmela e Junta de Freguesia de Palmela.

