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Sommelier digital, ostras e vinhos de 60 adegas regionais: Casa da Baía apresenta novo projeto

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A ligação entre os produtos regionais, os produtores e o consumidor é destaque no novo projeto que surge na Casa da Baía, “NOSSA”, a partir da adjudicação da cafetaria e loja.

Aprovada na última reunião pública da Câmara Municipal de Setúbal, realizada a 2 de novembro, a proposta da iniciativa turística visa um sommelier digital e vinhos de 60 adegas da Península de Setúbal, anuncia a autarquia em comunicado.

Num elo que fortalece o laço entre o território e a população, há “aposta na gastronomia e nos vinhos regionais”, com possibilidade de consumir no local ou comprar na loja, “privilegiando as compras a produtores e ao comércio local”.

O sommelier digital funcionará com um ecrã interativo, com informações, história dos produtores e ainda sugestões de harmonização com diferentes alimentos.

Da comercialização de vinhos de 60 adegas da Península de Setúbal, inclui-se o Moscatel de Setúbal e Moscatel Roxo.

Os clientes, anuncia o Município, poderão adquirir uma garrafa na loja e consumi-la no pátio, mediante o pagamento de uma taxa de serviço.

A gastronomia é outros dos pontos a sublinhar, com ostras do Sado, conservas regionais, queijo de Azeitão, queijos curados de ovelha, enchidos, salicórnia e flor de sal do Sado, além de azeite, azeitonas e mel.

A cafetaria e a loja terão ainda produtos de padaria e doçaria regional, como tortas de Azeitão, Esses e Fogaças de Palmela, queijadas de ovelha e compotas artesanais, além de sumos naturais, infusões e bebidas fermentadas de produtores locais.

Encontros com produtores, enólogos e profissionais ligados às adegas integram o novo programa, numa perspetiva de “para dar a conhecer os vinhos e as histórias de quem os produz, num ambiente de conversa informal com os visitantes”.

A proposta de funcionamento altera ainda os horários, alargados na época alta, com abertura até às 2 horas da manhã de quinta-feira a sábado e nas vésperas de feriado.

Nas manhãs de inverno, está prevista a disponibilização de uma área para trabalhar, com acesso à internet.

“A intervenção no espaço assenta na preservação da identidade do edifício e do mobiliário municipal, com recurso a equipamentos amovíveis, sem alterações estruturais”, sublinha a Câmara Municipal.

A concessão foi adjudicada a Ricardo José Pinheiro dos Santos Amaral, único concorrente no concurso público, pelo valor global de 144 mil 240 euros (+ IVA), correspondente a uma renda mensal de 1202 € a pagar ao Município.

O concessionário tem um prazo máximo de 75 dias, após a assinatura do contrato, para iniciar a atividade, “ficando responsável pela manutenção, conservação e limpeza das instalações e equipamentos”, pode ler-se na mesma nota.

O contrato “prevê um prazo inicial de 10 anos, com renovação automática por períodos de 5 anos, até ao limite máximo de 30 anos, caso nenhuma das partes comunique a intenção de terminar a concessão nos termos previstos”

O concurso público foi publicado a 7 de julho no Diário da República e na plataforma eletrónica AcinGov, após autorização do lançamento pela Câmara Municipal e pela Assembleia Municipal.

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