O Parque Urbano da Várzea está, neste momento, a servir de exemplo para a criação de um guia europeu sobre parques inundáveis. Neste projeto, que envolve seis países, estão a ser estudadas soluções de adaptação das cidades às alterações climáticas.
Com a duração de três anos, o AQUAlive, reúne parceiros de Portugal, Bélgica, Itália, Polónia, Bulgária e Turquia, para avaliar como estes espaços podem reduzir o risco de cheias, combater o calor urbano e promover a biodiversidade.
A coordenação nacional, deste projeto, cabe à Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, através da FCiências.ID, com o município de Setúbal como parceiro. O parque está a ser estudado nas componentes de governação e planeamento, hidrologia, biodiversidade, clima e participação cidadã.
O município esteve representado, de 7 a 9 de outubro, em Cracóvia, na Polónia, num encontro do consórcio, no qual apresentou a experiência setubalense na prevenção de inundações. Coordenado pela Universidade de Antuérpia, o AQUAlive decorre até dezembro de 2028, no âmbito da parceria europeia Driving Urban Transitions, integrada no programa Horizonte Europa.
Com 19 hectares, o Parque Urbano da Várzea combina espaços de lazer com bacias de retenção, que acumulam temporariamente a água da chuva. Isto permite o escoamento gradual. A eficácia na proteção da Baixa de Setúbal durante episódios de precipitação intensa já foi destacada pela Missão de Adaptação às Alterações Climáticas da União Europeia.

