Após a notícia, divulgada em vários órgãos de comunicação social, do alegado desabamento de uma casa no Bairro das Barrocas, em Setúbal, a 25 de janeiro, domingo, que deixou desalojados um casal e quatro filhos menores, a câmara municipal nega a ocorrência e esclarece a intervenção.
“De acordo com a informação transmitida pelo Serviço Municipal da Proteção Civil, ocorreu uma queda de pedras na zona do Bairro das Barrocas, situação acompanhada pelos serviços municipais competentes, em articulação com as entidades responsáveis pela Proteção Civil”, explica a autarquia em comunicado.
O Município afirma que o acontecimento não advém de “qualquer intervenção, obra ou responsabilidade direta” da câmara, “tratando-se de uma situação alheia à atuação da autarquia”, acrescentado que o imóvel onde ocorreu a queda de pedras está desabitado.
“O município atuou de forma imediata, mobilizando os meios necessários para assegurar a segurança da população e o isolamento da área, sempre em coordenação com as entidades no terreno”, esclarece o vereador com o pelouro da Proteção Civil, Paulo Maia.
A Câmara Municipal de Setúbal diz que vai continuar a “monitorizar a evolução da ocorrência e a adotar as medidas adequadas”, de modo a manter a “segurança da população”, em articulação com as entidades competentes”.
Em declarações à SIC Notícias, Luís Bastos e Soraia Rosa informam que, há três meses, parte da casa ruiu e estão, atualmente, a viver em casa de um vizinho. Pediram apoio à câmara, que se disponibilizou a pagar local para dormirem “durante três dias” e, na procura de outra habitação, “pagavam o primeiro mês de arrendamento”.
Na mesma entrevista, o casal diz só viver do RSI (Rendimento Social de Inserção), no valor de “800€”, mas, sendo as rendas “700€, 800€ e 900€”, fica “impossível pagar água, luz, renda, bens essenciais e comer”.

