Uma missão coletiva e de extrema importância foi dada aos alunos da Escola Básica da Azeda, em Setúbal: escolher o nome de um golfinho. Trata-se da cria de roaz-corvineiro nascida em 2025, no Estuário do Sado, filha da fêmea Bisnau. Entre a lista de 20 hipóteses, facultada pelo ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas), foi apadrinhado de “Bravo”.
A iniciativa de educação ambiental, impulsionada pelo ICNF, em parceria com o Município, integrou um programa pedagógico de educação ambiental desenvolvido nas escolas do concelho. Os alunos aprenderam, junto dos professores, sobre a temática da população residente de roazes do Sado.
O nome da cria — vista pela primeira vez na manhã de 13 de julho de 2025 — foi anunciado pela presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, que esteve presente na sessão, acompanhada do vereador do Ambiente, Bruno Russo, e do diretor regional de Lisboa e Vale do Tejo do ICNF, Carlos Albuquerque.
“São sempre os meninos a decidir. São eles que dão nome à nova vida, o que é muito importante, porque representam a continuidade”, afirmou a presidente, sublinhando a importância de envolver as crianças na preservação ambiental.
A população residente de roazes-corvineiros do Estuário do Sado, explica a autarquia sadina em comunicado, a “única existente em Portugal e uma realidade rara na Europa”, é atualmente constituída por 26 indivíduos, entre adultos, juvenis e crias dependentes, acompanhados e monitorizados há várias décadas pelo ICNF.
Durante a sessão, a diretora do Departamento Regional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade do ICNF, Ana Cristina Falcão, a bióloga técnica superior Ana Sofia Palma e a vigilante da natureza Inês Nobre, da Reserva Natural do Estuário do Sado e do Parque Marinho Professor Luiz Saldanha, fizeram uma apresentação sobre a biologia do roaz-corvineiro e o enquadramento da Reserva Natural do Estuário do Sado.
O momento incluiu a “demonstração de um modelo de cria de roaz, a exibição de vídeos e histórias sobre golfinhos emblemáticos da população local, bem como a abordagem às principais ameaças à espécie e aos comportamentos que contribuem para a sua proteção”, culminando na distribuição de “material didático e informativo aos alunos”.

